terça-feira, 20 de maio de 2014

26-"As minhas esperanças de o encontrarmos acabaram de morrer."

Estávamos já na rua, junto aos carros quando o meu telemóvel apitou com uma mensagem. Retirei o telemóvel da mala e quando olhei para o visor, vi o nome de quem menos esperava receber uma mensagem.
«Estou em Lisboa. Podemos encontrar-nos? Lisandro.»

-É o Lisandro!-Dei o telemóvel para a mão do Enzo para ele ver.

-O Lisandro? Mas o que é que ele quer?

-Olha os ciúmes!-Picou a minha irmã.

-Da última vez não ficaram amigos?


-Conhecidos mas nunca me esqueço que ele te beijou.


-Que me dizem de irmos até uma esplanada e eu o convidar para ir lá ter?


-Não sei quem ele é mas por mim pode ser!-Disse a minha irmã.

-Futuro jogador do Benfica.

Mandei uma mensagem ao Lisandro com a morada do café a que íamos e 15 minutos depois já estávamos todos à mesa, menos o Lisandro que permanecia de pé.
-Então Lisandro não te sentas?

-Não. Vim só mesmo para te ver e dizer que já não vou para o Benfica este ano, talvez no próximo.

-Vieste a Lisboa fazer o que?-Perguntou o Enzo.

-Vim para assinar o contrato mas não correu bem.

-Tenho pena, Lisandro.-Disse eu.

-É, também eu! Mas olha tenho de ir, tenho o avião para apanhar.-Despedimo-nos e ele saiu. Tinha sido tudo um pouco estranho porque ele podia-me ter dito o que disse por telemóvel, não precisava de me ver.

-Porque é que eu estou com a impressão que ele gosta de ti?-Perguntou o Enzo.

-Não sei Enzo mas deixa-o, ele agora lá arranja alguém que goste dele! Eu sou apenas tua.-Ele sorriu mas mudamos logo de assunto.

-Desculpem interromper o vosso momento amoroso mas temos de falar de outra coisa.-Disse a minha irmã.

-O que?-Perguntei eu.

-O nosso irmão.

-Queres conhecê-lo?

-Pelo menos falar com ele. Tu não?

-Quero! E como é que vamos fazer isso?

-Falem com o vosso pai para ver se ele tem alguma pista para vos dar.-Sugeriu o Nico.

-Sim é melhor!-Disse eu.

-Vamos agora?-Perguntou a Catarina.

-Sim.

-Podemos ir com vocês?-Perguntou o Enzo.

-Sim claro! Vamos lá então!-Disse eu.

* * *
-Como é que ficaram as coisas?-Perguntava eu à minha mãe.

-Decidimos que o que faz parte do passado fica no passado. Mas ainda não está mesmo tudo bem mas vai ficar.

-Espero que sim!-Disse a minha irmã.

-Nós gostávamos de saber do nosso irmão.

-Acho que fazem bem!

-Não te importas?-Perguntei eu.

-Claro que não! É vosso meio irmão, é normal que o queiram conhecer!

-Obrigada mãe!

Seguimos até à sala onde estava o meu pai, o Enzo e o Nico na conversa. Estava na altura de tentarmos saber algo que nos pudesse levar até ao irmão que tínhamos descoberto a sua existência há umas horas.
-Pai...tens alguma informação que nos possa levar ao nosso irmão?

-Tenho a morada da mãe dele, só isso.

-Podes dar-nos?

-Sim. Mas não sei se ela ainda mora no mesmo sítio.

-Logo se vê!-O meu pai escreveu a morada num papel, deu à minha irmã e ela guardou.

-Queres ir lá hoje ou amanhã?-Perguntou a minha irmã.

-Secalhar amanhã é melhor não?

-Sim. 

* * *
Hoje era um novo dia, dia em que iria tentar descobrir algo do meu irmão. Acordamos eram 10h, vestimo-nos e fomos até casa da minha irmã. De lá seguimos cada um em seu carro para a morada que o meu pai tinha dado. Ia distraída a trocar algumas mensagens quando o Enzo travou, assustando-me.
-O que é que aconteceu?

-Ele travou...acho que chegamos!

-Não era preciso travar assim!

-Concordo! O Nico tem o pé pesado!

-Mas calma...chegamos...é onde?

-Não sei. A tua irmã é que tem a morada.- O Enzo acabou de estacionar e eu saiu logo do carro, indo directa ao carro do Nico.

-Catarina...qual é a casa?

-Aquela!-Disse ela apontando para a casa que estava mesmo à nossa frente.

-Aquela? Tens a certeza? Isso não está mal?

-Não! Numero 23.

-Mas...aquela casa é...a casa da Marta!

-A Marta...a tua melhor amiga?

-Sim não conheço mais nenhuma.

-Então mas ela tem algum irmão?

-Não!

-Vamos lá?

-Sim! Agora quero perceber isto!-Caminhá-mos os quatro até à porta e tocamos à campainha. Alguns segundos depois a mãe da Marta já nos abria a porta. 

-Ana?

-Bom Dia! Desculpe incomodar mas eu gostaria de falar consigo.

-Claro! Entrem!-Entramos os quatros e apresentei os rapazes à mãe da Marta.

-Passa-se alguma coisa?-Perguntou a senhora.

-Eu vou directa ao assunto...eu e a minha irmã ontem descobrimos que o meu pai teve um filho antes de nós de outra mulher.

-E o que é que eu tenho a ver com isso?-A postura e o tom de voz da senhora tinha mudado por completo.

-E a morada de essa senhora...é esta...é a sua casa.

-Mas não sou eu! Deve ter morado aqui alguém antes de mim.

-Tem a certeza? Não sabe se morou aqui alguém antes de si?

-Não sei nada. Agora desculpem mas eu vou ter de sair.

-Claro então nós vamos andando!-Despedimo-nos da senhora e saimos.

-Foi só a mim que isto me pareceu estranho?-Perguntou a minha irmã assim que chegamos ao pé do carro.

-Não!-Respondemos os três.

-As minhas esperanças de o encontrarmos acabaram de morrer.

-Calma princesa!-Disse o Enzo, rodeando a minha cintura com os seus braços.

-Não temos mais pistas.

-Vão aparecer!-Disse o Nico.

-Vamos para casa?-Perguntou o Enzo.

-Sim!-Despedimo-nos da minha irmã e do Nico e voltamos a casa.

* * *
Estávamos em casa há já algum tempo. Estávamos os dois a apenas trocar alguns mimos no sofá, era aquilo que eu mais precisava, quando alguém tocou à campainha.
-Estás à espera de alguém?

-Não!

-Eu vou lá!

-Não! Estava aqui tão bem agarrada a ti!

-Então eu não vou!-Voltaram a tocar à campainha.-Secalhar é melhor lá ir.

-Vai lá!-Levantei a minha cabeça do colo dele e ajeitei-me no sofá. O Enzo abriu a porta e do outro lado estava quem eu menos esperava.

-Marta?-Perguntei eu, levantando-me do sofá e caminhando apressadamente até à porta. Cumprimentei-a e puxei-a até ao sofá.

-A minha mãe contou-me tudo e eu sai logo a seguir. Não conseguia fazer o que a minha mãe fez.

-O que é que queres dizer com isso?
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Olá! 
Espero que tenham gostado deste capitulo! Não está nada de especial mas não podia avançar muito mais.
Espero, também, que deixem os vossos comentários! Eles são muito importantes.
Besos!

sexta-feira, 7 de março de 2014

25-"Eu fui pai aos 20 anos, a tua idade filha!"

-Aqui ninguém me ganha!-Disse o Enzo retirando uma bola e aproximando-se da pista para lançar a bola. Mas mais um momento para rir aconteceu: o Enzo lançou a bola e escorregou a seguir.

-Só se for nas quedas que ganhes!-Disse eu a rir. Logo a seguir ouviu-se mais uma gargalhada atrás de mim.Virei-me logo para trás e encontrei mesmo atrás de mim o Marcos e  a Patrícia.

-Olha quem são eles!Boa Noite!-Disse eu. O Enzo que já se tinha levantando e veio ter connosco.

-Boa Noite!-Disseram eles.

-Então Enzo o chão estava molhado?-Perguntou o Marcos a rir-se.

-Tens uma piada tu!

O Marcos juntou-se ao Enzo e eu e a Patrícia sentamo-nos a conversar enquanto assistíamos  a alguns momentos bastante divertidos da disputa entre os dois. O Marcos acabou por ganhar ao Enzo, o que o deixou um pouco amuado.
-Não amues amor! 

-Não estou amuado!

-É que para amuos já vai bastar o nosso filho daqui a uns tempos.

-O vosso filho? Estás grávida?-Perguntou a Patrícia.

-Sim!

-Parabéns!-Disse ela.

-Parabéns!-Disse desta vez o Marcos.

-Obrigada!-Disse eu e o Enzo ao mesmo tempo.

-Olhem para comemorar e para vos agradecer o que fizeram por mim naquela noite, que me dizem que irmos os quatro jantar a algum lado?

-Não tens nada que agradecer! Mas aceito o convite!

-Sim, não tens que agradecer, só fizemos o que devíamos fazer. Para comemorar, aceito!

Saímos do Colombo e fomos até à garagem onde cada um foi para os seus carros e conduziram até um restaurante que tinham combinado.
Foi um jantar bastante animado em que aproveitamos para comemorar e consegui esquecer por algum tempo a conversa que tinha tido com o meu pai.

No Dia Seguinte....
Eram 11:30 h quando eu acordei com o meu telemóvel a tocar. Estiquei a mão para alcançá-lo e atendi. Pela voz vi logo que era a minha mãe.
-Bom Dia!

-Bom Dia Mãe! Passa-se alguma coisa?

-Não! Quer dizer...o teu pai quer fazer uma reunião de família. Parece que tem algo para dizer a mim, a ti e à tua irmã.

-Mas é para o Enzo ir também?

-Ele faz parte da família por isso sim!

-Pode ser depois do almoço?

-Sim!

-Então até já.

-Até já!-Desliguei a chamada e saltei da cama. O Enzo ainda não tinha voltado do treino que foi primeiro da época. Por isso, aproveitei para ir tomar banho. Quando me estava já a vestir, ele entrou em casa.

-Voltei!!-Ouvi eu o Enzo dizer no piso de baixo.

-Estou na casa de banho!-Alguns segundos depois, ele já estava ao pé de mim.

-Buenos Dias!-Disse dando-me um beijo.

-Muda de roupa que vamos a casa dos meus pais. Reunião de Família!

-Tem a ver com alguma coisa de ontem?

-Não sei! Talvez! Por muda de roupa que eu vou fazer o almoço!

-Sim chefe!-Dei-lhe um beijo e desci até à cozinha.

Preparei algo rápido para pudermos demorar o menos tempo possível. Eram 14 horas quando já estávamos prontos.

...
Tocamos à campainha e alguns segundos depois a minha mãe abriu a porta. Fomos até à sala onde já estava a família toda reunida, cumprimenta-mos e sentamo-nos um ao lado do outro, de frente para o meu pai.
-Ana...-O meu pai tinha começado a falar assim de repente.-...quero te pedir desculpa por aquilo que te disse ontem, tu tens idade para decidir o que queres fazer com a tua vida e eu e a tua mãe só temos de estar sempre aqui para te apoiar e ajudar.

-Mas...-Aquelas palavras do meu pai tinham-me descansado um pouco, ele não me iria obrigar a fazer o que eu não queria mas sabia que havia um mas, uma razão para tudo o que ele tinha dito no dia anterior.

-Mas há uma razão para eu ter dito o que eu disse ontem. 

-Espera tu achas que tens razão?

-Na parte em que digo que é complicado ser pai ou mãe com a vossa idade, sim.

-Eu acredito que sim! Mas como é que sabes isso?

-Eu falo por experiência própria.

-Por experiência própria?-Perguntamos eu e a minha irmã ao mesmo tempo.

-Tinhas quase 30 anos quando a Ana nasceu!-Disse a minha mãe.

-Eu fui pai aos 20 anos, a tua idade filha!

-O que?-Perguntei eu.

-Temos mais uma irmã ou irmão?-Perguntou a minha irmã, a olhar para a minha mãe.

-Não olhes para mim!

-Pai?

-Irmão. Desculpem nunca vos ter contado isto mas é passado.

-Passado?-Perguntei eu, já o pouco exaltada. O Enzo percebeu isso e juntou a mão dele à minha.-Por mais passado que seja...nós somos tuas filhas...a mãe é tua mulher...não achas que nos devias ter contado?

-Sim mas...eu quando te conheci o meu filho já tinha dois anos e eu tive medo que te afastasses de mim por ter um filho.-Falava agora para a minha mãe, sempre a olhar nos olhos dela.

-Achas mesmo? Eu gostava e gosto tanto de ti que nunca me afastaria por isso.

-Então quando conheces-te a mãe já não estavas com a mãe do teu filho?-Perguntou a minha irmã.

-Não! Nós separamo-nos quando ele tinha 1 ano.

-Nem sei que dizer.-Disse a minha mãe.

-Desculpem! Espero que isto não estrague a união que a nossa família sempre teve.

-Por mim não. Tu sempre foste um bom pai e sempre estiveste presente.

-Por mim também não!

-Desculpem meter-me mas acho que vocês deviam ver isto pelo lado positivo, pelo menos tu e a Catarina!-Disse o Enzo.

-Sim, têm um irmão que não conhecem e podem fazê-lo!-Disse o Nico.

-Secalhar! Pai, achas que podemos falar com ele?-Perguntou a minha irmã.

-Eu afastei-me demasiado e não sei nada dele há algum tempo.

-E não há maneira de o encontrares?-Perguntei eu.

-Posso tentar falar com a mãe dele mas também não falo com ela há algum tempo.

-Então depois vemos isso.-Apesar de algum entusiasmo que se estava a instalar em mim e na minha irmã, apercebemo-nos que devíamos deixar os nossos pais sozinhos a conversar.Fiz-lhe sinal e ela percebeu logo.

-Bem eu e o Nico vamos-nos embora. Vocês precisam de conversar.

-Sim, eu e o Enzo também vamos.-Despedimo-nos deles e saímos os quatro de casa. 

Estávamos já na rua, junto aos carros quando o meu telemóvel apitou com uma mensagem. Retirei o telemóvel da mala e quando olhei para o visor, vi o nome de quem menos esperava receber uma mensagem.
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Olá
E este foi o 25º Capítulo!
Espero que tenham gostado e que deixem os vossos comentários!
Besos!

sábado, 22 de fevereiro de 2014

24-"Só se for nas quedas que ganhes!"

O Jantar decorrida normalmente e eu só pensava contar as novidades no fim do jantar mas a minha irmã lembrou de falar em netinhos. Palavra no plural que suscitou logo a dúvida nos meus pais.
-Tu...estás grávida Ana?-Perguntou a minha mãe. Não lhe podia mentir, até porque tinha sido um dos motivos para ter cá vindo almoçar. Mas a possibilidade de haver uma má reacção deles, principalmente do meu pai assustava-me.

-Eu ia só falar no fim do jantar mas estou!- Eles ficaram a olhar para mim sem nada dizerem. Comecei logo a ficar nervosa.-Podem dizer alguma coisa?

-Tens 20 anos Ana!-Disse o meu pai.

-Vocês estão juntos à pouco tempo. E se as coisas não resultam?-Disse a minha mãe.

-Eu sei que estamos juntos à apenas três meses mas eu sei que amo o Enzo e que é com ele que quero ficar.

-Eu também amo a vossa filha e vou estar sempre aqui para ela e para o nosso bebé.

-Estás de quanto tempo?-Perguntou o meu pai.

-4 semanas.

-Ainda é possível abortares?

-É mas...para mim não é opção.

-Para mim é! Só tens 20 anos.

-E a Catarina? Só tem 21.

-A tua irmã sempre teve mais juízo que tu.

-Não acredito no que estou a ouvir pai.

-Tenham calma!-Pediu a minha mãe.

-Calma?

-Sim, já viste o que lhe estás a pedir?

-Ela é nova. Ela não sabe o que é ser mãe tão nova e o que a vida dela vai mudar.

-Tu sabes por acaso?-Perguntou-lhe a minha mãe. Ele ficou sem reacção à pergunta da minha mãe mas acabou por responder.

-Não mas...

-Mas o que?

-Calculo como seja. E têm a noção que a vossa relação não vai ser igual, não vão ter tanto tempo só para vocês os dois?

-A falares assim parece que sabes.-Disse a minha mãe.

-Penso que isso será um problema nosso e que resolveremos os dois da melhor maneira.-Intrometeu-se o Enzo.

-Estou farta desta conversa.-Não aguentava ouvir nem mais uma palavra daquela discussão que para mim era absurda. Por mais complicado que fosse ser mãe com esta idade tenho a certeza que o Enzo irá estar sempre ao meu lado a apoiar-me. Levantei-me muito rapidamente e sai porta fora

[ENZO]
A conversa não tinha corrido nada bem. Nunca pensei que o pai dela desse a hipótese de a Ana abortar. Comecei a ver que ela estava a ficar farta da conversa e quando se levantou para se ir embora, eu levantei-me logo também, tinha de ir atrás dela mas sem antes dizer algo ao pai dela.
-Espero que se venha a arrepender do que lhe pediu e disse. Ela merece o vosso apoio e não que estejam contra ela.- Não esperei para ouvir uma resposta e sai. Assim que desci os três degraus da casa, avistei logo a Ana encostada ao meu carro...a chorar.

-Ana! Não chores por favor.

-Eles sempre me apoiaram em tudo, não estava à espera de uma reacção tão má do meu pai.

-Ele parece que fala por experiência própria.

-Mas eles não eram novos quando eu ou a minha irmã nascemos. E por mais coisas que ele diga eu não quero abortar.-Disse deixado escapar mais uma lágrima. Apressei-me a limpar-lha.

-Se não queres...não o vais fazer. Eu vou estar sempre aqui ao teu lado a apoiar-te. Tens o apoio da tua mãe de certeza.-Ela pôs as mãos na minha cintura e puxou-me para ela. Era um abraço que ela precisava e foi isso que lhe dei.

-Podemos ir embora?

-Sim!-Destranquei o carro, abri-lhe a porta e ela entrou. Dei a volta ao carro e entrei também. 

Comecei a conduzir em direcção ao Colombo, precisávamos de nos nos divertir. Pelo caminho percebi que a Ana estava pensativa e, por isso, não abriu a boca uma única vez. 15 minutos depois já estacionava no parque de estacionamento.
-Espera!-Pedi-lhe eu, já que ela ia para abrir a porta.-Que se passa? Estás muito pensativa.

-Estava a pensar no que o meu pai disse, da nossa relação não ir ser igual depois do nosso filho nascer.

-É provável que tenhamos menos tempo um para o outro mas aquilo que eu sinto por ti não vai desaparecer com a chegada do nosso filho.

-Prometes que se alguma coisa tiver mal ou que sintas que precisamos de mais tempo para nós me dizes?

-Sim, claro! Agora para de sofrer por antecipação, ainda faltam oito meses!

-É, tens razão!

-Anda cá!-Ela aproximou-se de mim e eu juntei os meus lábios ao dele para um beijo curto.-Pronta para enfrentar o Colombo ao fim de semana cheio de pessoas a pedir autógrafos e fotos?

-Convencido! Haviam de não te pedir nada!-Disse ela a sorrir.

-É o que costuma acontecer! Mas vamos lá!-E tal como eu já esperava bastou sair do carro e andar alguns metros para ser abordado por fans. Depois disso entramos no Colombo e seguimos para o cinema.

[ANA]
-Que filme queres ver?-Perguntou o Enzo.

-Terror!

-Terror?

-Sim!

-E o bebé?

-Não faz mal. Mas estás preocupado com o bebé ou com o teu coração?

-As duas coisas. Mas vamos lá ver o filme de terror.

Comprámos os bilhetes e entramos na sala de cinema. Passado alguns minutos o filme começou. O Enzo tal como eu já esperava, assustou-se muitas vezes e só não se ouviu ele a gritar porque eu lhe tapava a boca. Acabou por ser momentos de susto com o filme e comédia com as figuras do Enzo. Saimos da sala de cinema e eu não aguentei mais e desmanchei-me a rir.
-Estás a rir-te do que?

-De ti!

-Aquilo era mesmo assustador.

-Claro, por isso se diz terror!-Disse eu a rir.

-Para de gozar comigo!

-Eu paro!-Dei-lhe logo um beijo antes que amuasse. 

-E agora vamos onde?

-Bowling? 

-Gosto dessa ideia!

Fomos até ao Funcenter, claro que demoramos um pouco a lá chegar por causa dos autógrafos e das fotos. Mas isto faz parte e eu só tenho de aceitar e respeitar. Assim  que lá chegamos, calçamos os sapatos e fomos até à nossa pista.
-Vou ganhar-te!-Disse eu depois de lançar uma bola e mandar os pinos todos abaixo.

-Aqui ninguém me ganha!-Disse o Enzo retirando uma bola e aproximando-se da pista para lançar a bola. Mas mais um momento para rir aconteceu: o Enzo lançou a bola e escorregou a seguir.

-Só se for nas quedas que ganhes!-Disse eu a rir. Logo a seguir ouviu-se mais uma gargalhada atrás de mim.
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Olá a Todas!
Hoje o Enzo faz 28 Anos e por isso publiquei o capítulo hoje. Mais uma vez Parabéns a ele!
Espero que tenham gostado! Deixem os vossos comentários!
Besos!

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

23-"Sim, Enzo Nicolas Pérez, vais ser pai!"

-Mas e aquilo que aconteceu no bar? Foi há um mês. Aconteceu mesmo alguma coisa?- Por mais que me custasse falar do que aconteceu, agora teria mesmo de ser.

-Não, não aconteceu nada mas foi por muito pouco.

*RECORDAÇÃO ON*
Estava a ser uma noite espectacular até eu, a Patrícia e o Marcos decidirmos ir à casa de banho. O Enzo e o Garay ficaram na pista. Entramos cada uma numa casa de banho e quando estava a sair para ir lavar as mãos, atravessou-se um homem há minha frente.
-Olha uma boneca aqui sozinha!

-O que é que queres? Não estou sozinha!

-Não?-Perguntou olhando à volta.

-O que é que se passa? Quem é que está aí?-Perguntou a Patrícia ainda dentro da casa de banho. O homem assustou-se, apontou-me uma faca e empurrou-me para dentro de uma casa de banho.

-Larga-me! Não me faças nada por favor!

-Ana? O que é que se passa?

-Ajuda-me!-Foi a ultima coisa que ainda consegui dizer porque de seguida ele tapou-me a boca e atou-me as mãos. Do lado de fora já não ouvia nada. Seguiram-se minutos em que pensei que aquele homem ia fazer o que queria. Rasgou-me o vestido e despiu-se da cintura para baixo. As lágrimas já me corriam pela cara quando duas vozes me fizeram ter alguma esperança. Era a Patrícia e o Marcos.

-Ana!-Chamou a Patrícia mas eu não conseguia responder. O Homem por momentos parou para pensar se havia de avançar com o que tanto queria ou se desistia. Foi nessa altura que um barulho muito grande se ouviu. O Marcos tinha conseguido abrir a porta.

-Cabron!-Disse o Marcos espetando-lhe um murro. Entraram alguns seguranças que tiraram o homem dali e o Marcos também saiu.

*RECORDAÇÕES OFF*


-Ai Mana! Porque é que guardaste isto para ti?

-Não queria reviver na minha cabeça todo aquele momento, aquele homem a tocar no meu corpo. Nem quero imaginar as raparigas que chegam a ser mesmo violadas.

-Agora não penses nisso!

-Sim é melhor!

-Vais ser mãe!Parabéns!

-Vamos!

-Achas que os pais vão reagir bem quando souberem?

-Acho que sim! E o Enzo?

-Vou contar-lhe agora.


-Ele vai ficar tão contente de ser pai! Que achas que lhe contares de uma maneira diferente?

-Como?-A minha irmã lá me explicou tudo e fez-me uma das coisas. A segunda eu faria depois de levar a minha irmã à porta. Despedi-me dela e esperava que enzo tivesse ali pela sala mas não estava e, por isso, percorri o corredor até ao quarto. Esperava que ele não estivesse lá, a surpresa ainda não estava toda pronta, faltava as botas que tinha guardadas para a minha irmã e o teste de gravidez.

-Annaaaa!-O Enzo chamava-me e era mesmo do quarto. Fui até lá e ele já estava na casa de banho.-O que é isto?-Ele referia-se à frase: «Lembras-te do que aconteceu há 1 mês?» que eu tinha escrito no espelho da casa de banho com batom.
-É uma surpresa incompleta! É para me responderes!

-Há 1 mês...aconteceu aquilo que nem sei o que aconteceu. 

-Esquece isso! Já falamos sobre isso.

-Há 1 mês...tínhamos vindo da Argentina e fizemos aquela festa aqui em casa.

-E o que é que aconteceu antes da festa?

-Aqui na casa de banho?

-Sim!

-Tivemos mais um dos nossos momentos que me deixam doido mas onde é que queres chegar?

-Anda!-Peguei na mão dele e puxei-o até ao quarto. Não ia contar aquilo na casa de banho. Sentei-me na cama, ele ajoelhou-se aos meus pés.

-Podes me explicar o que é se passa!

-Ficaste assim tão doido que agora não consigas raciocinar? -Peguei na mão dele e coloquei-a na minha barriga. Só assim se fez luz na cabeça dele.

-Fizemos o nosso filho?

-Sim, Enzo Nicolas Pérez, vais ser pai!-Ele aproximou-se de mim e deu-me um beijo na barriga.

-Eu vou ser pai! Obrigada por me fazeres o homem mais feliz!-De seguida aproximou-se de mim e depois os lábios deles aos meus e beijou-me.

-Não agradeças! Eu só retribuo a felicidade que vai aqui dentro desde o dia em que me apaixonei por ti.

-Te quiero mucho!

-Yo También!-Demos mais um beijo mas depois aquele assunto voltou de novo.
-E naquele dia?


-Naquele dia nada! Não aconteceu nada, por muito pouco mas não aconteceu. O Marcos apareceu a tempo.

-Tenho muito que lhe agradecer.

-Sim! Muito mesmo! Mas agora vamos esquecer isto! -Mostrei-lhe as botinhas que eram para fazer parte da surpresa e que ele quis que tirássemos os dois uma foto com ela para mandar para os pais.



O resto da manhã foi passada entre beijos e muitos mimos. Preparamos o almoço em conjunto e a tarde foi passada  no sofá. Eram 17h quando me apeteceu pipocas.
-Enzo!

-Diz! Podemos ver um filme?

-Boa ideia!

-Mas isso significa pipocas!

-Desejos?

-Acho que sim!

-Há daquelas de fazer no microondas pode ser?-Perguntou ele já de pé.

-Sim! Olha outra coisa...que achas de amanhã irmos almoçar a casa dos meus pais?

-Para lhes contares?

-Sim!

-Sim parece-me bem!-Enquanto o Enzo foi buscar as pipocas, eu mandei mensagem à minha irmã. Alguns minutos depois recebi resposta a dizer que os meus pais tinham ficado contentes por lá irmos almoçar, só espero que também fiquem contente com a novidade. 

Pepsi e pipocas prontas, foi só escolher o filme. Assim passamos o resto da tarde. À noite não me apeteceu fazer o jantar e mandamos vir algo feito. Depois de jantar deitamo-nos.


No Dia Seguinte...
Eram 11 horas quando fui acordada com beijos do Enzo. Eu nem sabia que horas eram, só sabia que tinha dormido muito bem.
-Buenos Dias princesa! Buenos Dias bebé!-Disse dando-me um beijo, agora na barriga.


-Buenos Dias! Que horas são?

-11 horas!

-Então temos de nos vestir!

-Sim!

Entre brincadeiras e mimos, lá nos vestimos. O Enzo desceu para arranjar algo para o pequeno-almoço. Eu acabei de me arranjar e percorri o corredor até à cozinha. Estava quase a lá chegar quando decidi ir até à sala, o cheiro a torradas e a manteiga deixaram-me enjoada.
-Enzo!!

-Sim! Não vens comer?

-Não! Esse cheiro deixou-me mal disposta.

-Desculpa!

-Não faz mal! Traz-me um iogurte só!-Ele foi para a cozinha e voltou alguns minutos depois com o iogurte na mão-

-Obrigada! Vais ter de ter muita paciência comigo!

-Eu tenho! Vamos?

-Sim!

Era 12h quando saímos de casa, entramos no carro e fomos em direcção a casa dos meus pais. 20 minutos depois o Enzo já estacionava à porta deles. Eu estava bastante nervosa e com medo da reacção deles e o Enzo percebeu isso.
-Calma! Vai correr tudo bem!-Disse dando-me um beijo.

-Conheces-me tão bem!

-Claro! Não precisas de falar para eu saber o que estás a pensar.-Disse ele a sorrir.

Saímos do carro e caminhamos de mão dada até à porta. Toquei à campainha e segundos depois a minha mãe já me abriu a porta. Cumprimentei a minha mãe, o meu pai, a minha irmã e o Nico.
-Vamos para a mesa!-Disse a minha mãe. 

-Já!

-Sim, já está feito!

-Ainda bem que não comi quase nada!

-Fizeste bem! Assim aproveitas a minha comida!

-É o meu prato preferido!

-Sim, a tua irmã pediu para o fazer!

-Obrigada Mana!

-Gosto muito de vos ter cá a todos!

-E daqui a mais algum tempo os teus netinhos!-Disse a minha irmã.

-Netinhos?-Perguntou o meu pai?

-É mais que um?

-É!-Respondi eu. A minha mãe e o meu pai estava com uma cara de quem não estava a perceber nada.

-Tu...estás grávida Ana?-Perguntou a minha mãe. Não lhe podia mentir, até porque tinha sido um dos motivos para ter vindo cá almoçar. Mas a possibilidade de haver uma má reacção deles, principalmente do meu pai assustava-me.
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Olá a Todas! 
Espero que tenham gostado!
E que deixem as vossas opiniões!
Beijinhos!

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

22-"Estás grávida de 4 semanas!"

Olá meninas!
Este capítulo é a prenda de Natal que eu vos quero oferecer! Serve também como agradecimento por todo o apoio que me têm dado e pelos comentários que têm feito seja nesta fic como nas outras. 
Desejo a Todas um Feliz Natal, que o passem junto de quem mais amam e com muitas coisas boas! Beijinhos!
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[ENZO]
Passaram uns 15 minutos e a Ana nunca mais voltava. Olhei para a zona da casa de banho e vi bastantes pessoas a monte nessa zona. Depois de percorrer aquelas pessoas com o olhar, com o objectivo de encontrá-la, vi o Marcos a fazer-me sinal para lá ir. O que teria acontecido? Percorri aquele espaço entre a pista e a casa de banho em segundos.
-O que é que aconteceu?-Perguntei eu ao Marcos assim que lá cheguei. O Marcos empurrou um gajo contra a parede e pôs-lhe a mão no pescoço. 

-Este gajo...tentou violar a tua namorada.

-Tentar não! Eu consegui!-Enquanto dizia isto, ria-se. 

-Conseguiu?-Perguntei eu com medo da resposta.

-Não sei.-Naquele momento não consegui pensar em mais nada e aproveitei toda a raiva que estava a sentir para espetar um murro no gajo que o deixei a sangrar do nariz.

-Onde é que ela está Marcos?

-Na casa de banho com a Patrícia.

-Vou lá!-Caminhei até à casa de banho onde entrei. A Ana estava sentada no chão e a Patrícia estava também no chão junto a ela. Reparei que ela tinha uma parte do vestido rasgada. Corri para junto dela.

-Como é que estás? O que é que ele te fez?- A Ana chorava e não me respondeu.

-Calma Enzo! Dá-lhe espaço.-Dei um beijo na testa da Ana, levantei-me e fui até à porta e a Patrícia veio ter comigo.- Tem calma! Eu acho que ele não conseguiu o que queria mas ela ainda está em choque e pouco falou comigo.

-Obrigado! Estou lá fora se for preciso alguma coisa.-Sai da casa de banho onde já estava a polícia. Entrou depois para a casa de banho pessoal do INEM. Fui até perto do Marcos que falava com um polícia.

-Provavelmente apareceram na altura certa e não aconteceu nada. Mas só ela poderá nos dar a certeza disso. Vamos levá-lo e ficará detido até termos mais provas e certezas.-Disse o polícia para o Marcos.

-Obrigado!-Disse o Marcos. Estavam a algemar o gajo e eu completamente fora de mim dei-lhe mais dois murros mas acabei por sei agarrado por um dos polícias e pelo Marcos.

-Calma!- Os médicos do INEM saíram a seguir.

-Ela não quer ir ao médico.Nós também não a podemos obrigar a nada. 

-Espero que não tenha acontecido mesmo nada. Acha que ela pode vir a precisar de falar com um psicólogo?

-Ela está ainda um pouco em choque, fale com ela e vejam o melhor. Se for necessário, dirija-se ao hospital e marquem uma consulta no psicólogo.

-Obrigado!

-Enzo a Ana chamou por ti!-Disse a Patrícia saindo da casa de banho.

-Vou lá!-Entrei na casa de banho e ela já estava de pé. Ela estava a chorar. Aproximei-me, ela puxou-me para ela, abraçou-me e assim se deixou ficar por alguns minutos.
                 

-Tens a certeza que não queres ir ao hospital?

-Tenho! Leva-me para casa.

-Vamos então!-Pus-lhe o meu casaco pelas costas e saímos da casa de banho.-Nós vamos para casa.

-Se precisarem de alguma coisa digam.-Disse a Patrícia.

-Obrigado aos dois por tudo! E Patrícia toma conta do Marcos que ele já está a trocar um bocado os pés.-Disse eu baixinho. 

-Eu ouvi isso.-Refilou o Marcos. Saímos do bar e fomos até ao meu carro. Conduzi até nossa casa, o percurso foi todo feito em silêncio. Ela não falava e e eu não queria forçar a que ela falasse comigo sobre o que tinha acontecido. Estacionei o carro na garagem, saímos do carro e entramos em casa.

-Vou tomar banho!-Disse ela assim que entramos em casa.

-Precisas de ajuda em alguma coisa?

-Não! Quando acabar em já te chamo depois vou precisar.

-Então até já.-O facto de ela não me estar a rejeitar e de ir falando apesar de não contar o que aconteceu, já é muito bom para mim. Sentei-me no sofá da sala à espera. 15 minutos depois ela chamou-me.

-Enzooo!

-Vou já!-Percorri o corredor até ao quarto. A Ana estava já de pijama, entrei e ela deitou-se na cama.´

-Tapas-me?-Apesar de estarmos no verão estávamos numa daquelas noites mais frias.

-Claro!

-Deitas-te aqui ao pé de mim?

-Sim, deixa-me só vestir o pijama.-Vesti o pijama num instante e deitei-me ao lado dela. Ela estava de costas para mim e eu fui-lhe fazendo algumas festas na cabeça. Tinha percebido que ela queria mimos.

-Queres falar do que aconteceu?

-Não.Desculpa.

-Contas quando quiseres. Eu vou estar sempre aqui.-Fui lhe dando mimos e festas até que ela adormeceu.


1 MÊS DEPOIS.... [ENZO]
Passou 1 mês. A Ana continuava a não querer contar o que aconteceu. Para mim não estava a ser fácil porque via que apesar de ela andar animada, aquilo ainda mexia com ela, nas primeiras noites ela tinha pesadelos. Tentei ao longo deste mês dar-lhe mimos e o apoio que ela precisava.
Mas depois de muitos dias normais, o acordar de ontem e o de hoje da Ana tem sido estranhos. Levanta-se, vomita e passa a manhã mal disposta.
-Estás a vomitar outra vez?

-Devo ter comido alguma coisa estragada. 

-Não é melhor ires ao médico?

-Não! Olha vai abrir a porta, a minha irmã está lá fora.-Fiz o que ela me  pediu. A irmã dela foi ter com ela à casa de banho e eu fui para a sala sem perceber nada do que se estava a passar.


[ANA]
-Posso?-Perguntou a minha irmã.

-Sim.-Ela entrou na casa de banho.

-Toma!-As minhas dúvidas tinham de ser esclarecidas. Depois de o meu período não ter vindo durante este mês e de as ultimas duas manhãs as ter passado mal disposta, pedi à minha irmã para me trazer um teste de gravidez. Fiz-o  mas não consegui olhar para o resultado. 

-Vê tu o resultado!-Ela não hesitou e viu logo.-Estás grávida de 4 semanas!-Disse ela a sorrir.

-Estou?

-Sim.Mas...-O sorriso que ela tinha na cara desapareceu.

-Mas?

-Mas e aquilo que aconteceu no bar? Foi há um mês. Aconteceu mesmo alguma coisa?- Por mais que me custasse falar do que aconteceu, agora teria mesmo de ser.
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