quinta-feira, 22 de agosto de 2013

12-"...É o melhor para ti, o melhor para vocês, o melhor para o vosso amor!"

[ENZO]
Levantei-me eram 07:30h,tomei banho e tomei o pequeno almoço. Verifiquei se tinha tudo o que ia precisar e saí apressadamente para casa da Ana. O plano estava delineado e nada podia falhar.

[ANA]
Ontem foi o meu último dia de aulas e hoje pretendia dormir até mais tarde mas parece que alguém decidiu interromper os meus planos.
-Ana, acorda!-Alguém chamava por mim e me abanava mas com o sono com que eu estava nem consegui abrir os olhos.

-Estou de férias! Quero dormir! Ainda é cedo!-Tentava eu argumentar mas como percebi que não valia de nada, abri os olhos muito devagar e olhei para as horas. Eram 7h e 30.

-Oh mãe que foi? Já viste as horas? Estou cheia de sono!-Disse eu.

-Levanta-te e veste-te! Quero que vás comigo a um sítio!-Disse ela.

-A esta hora?-Perguntei eu.

-Sim!-Disse eu.

-Ok mãe eu vou! Mas com calma!-Disse eu.

-Vá mexe-te!-Disse ela.

-Mas prepara-te não me despertas-te só a mim, mas também ao meu mau humor matinal.-Disse eu.

-Também não sou eu que o vou aturar!-Disse a minha mãe baixinho e a sair do quarto.

Tomei um banho rápido para despertar e vesti-me o mais depressa que consegui. Estava já a acabar de me vestir quando oiço a campainha tocar e como ninguém abriu tocaram mais umas quantas vezes.
-Eu vou abir!-Gritou a minha mãe.

Acabei de me arranjar e fui até à porta de casa onde a minha mãe estava à conversa com a pessoa que tinha tocado à campainha. Quando vi quem era fiquei estática. Mas que fazia aqui o Enzo? Ele conhecia a minha mãe? E estavam a falar como se conhecessem muito bem?
-Enzo? Que estás aqui a fazer?-Perguntei eu.

-A lutar pelo nosso amor! Vamos?-Perguntou ele.

-Não! Não vamos a lado nenhum! Tens de sair daqui!-Disse eu aproximando-me dele e empurrando-o.

-Eu saio mas é contigo!-Disse ele.

-Vai filha!-Disse a minha mãe.

-Onde?-Perguntei eu.

-Com ele! Confia nele!-Disse a minha mãe.

-Mas tu sabes alguma coisa?-Perguntei eu.

-Sei! Mas ele depois conta-te tudo!

-Tens a certeza?-Perguntei eu.

-Sim! É o melhor para ti, o melhor para vocês, o melhor para o vosso amor! -Disse ela.

-Vais ter muito para me explicar Enzo Nicolás Pérez, ai vais vais!-Disse eu.

-Vamos?-Perguntou ele.

-Vamos!-Disse eu.

-Olha  a mala filha!-Disse a minha mãe.

-Mala? Esta Mala significa viagem? Muito dias?-Perguntei eu.

-Sim! E também significa avião! Avião esse que ainda se vai embora e nós ficamos cá!-Disse o Enzo.

-Ok, vamos! Nós depois falamos!-disse eu a olhar para ele.-Contigo falo quando voltar!-Disse eu para a minha mãe, despedindo-me dela.

-E o pai? Ele sabe?-Perguntei eu.

-Sim sabe!-Disse ela.

-Então eu depois ligo quando lá chegar!-Disse eu, caminhando para a porta de seguida.

-Juízo!-Disse ela.

-Sempre mãe!-Disse eu.


O Enzo pôs a minha mala no porta bagagens do carro, onde já estava a mala dele. Entrámos no carro e ele conduziu até ao aeroporto de Lisboa. Assim que lá chegá-mos ele estacionou o carro num dos parque do aeroporto, tirámos as nossas malas e fomos até à zona de partidas do aeroporto.
-Vou fazer o check-in!-Disse o Enzo, indo a uma máquina fazê-lo.

-A que horas é o voo?-Perguntei eu, assim que ele voltou.

-Às 09:30!-Disse ele.

-Onde é que vais?-Perguntou-me ele, quando eu comecei a afastar-me dele e a andar.

-Ver para onde vamos!-Disse eu, aproximando-me do painel que registava os voos que iam haver naquele dia.

-Isso não vale!-Disso o Enzo.

-Madrid??-Perguntei eu, depois de percorrer aquela tabela.

-Sim, mas é uma das escalas, o voo não é directo!-Disse ele.

-Me gusta!-Disse eu.

-Agora vamos que está na hora!-Disse ele.


Entrá-mos no avião e 1h e 30 minutos depois aterrá-mos em Madrid. Recolhe-mos as nossas malas e dirigimos-nos para o exterior.
-E agora?-Perguntei eu.

-Agora vamos para o hotel porque o outro voo é só as 21 horas.-Disse o Enzo.


Fomos os dois até ao hotel mais próximo onde nos instalamos. Eu ainda não conhecia Madrid mas pretendia fazer outras coisas antes de dar uma volta pela cidade. O Enzo estava a mudar de roupa quando eu tive outras ideias.
-E agora queres descansar ou ir dar uma volta?-Perguntou-me o Enzo. Fui até perto dele que despia a camisa que tinha vestida.

-Nem uma coisa nem outra!-Disse-lhe eu ao ouvido, passando a minha mão pelo peito dele até chegar as calças. Ele afastou-se e sentou-se na cama a tirar os sapatos e calças.

-Não sei se isso é boa ideia!-Disse ele. Sentei-me na cama ao lado dele.

-Porquê?-Perguntei empurrando-o, o que o levou a deitar-se. Depois dei-lhe alguns beijos no peito até chegar à linha dos boxers.

-Porque...isso que estás a fazer não está a provocar nada em mim nem vai, provavelmente, fazer nada.-Disse ele, voltando a sentar-se.

-Não?-Perguntei eu confusa.

-Não. O médico avisou-me que isto podia acontecer, é efeito da droga que aquela doida me deu. Desculpa.-Disse ele.

-Não faz mal. Aproveita-mos para conversar, tens muito para me contar.-Disse eu.

-Pois tenho!-Disse ele.

-E pode ser que isso depois fique melhor!-Disse eu a rir.

-Não te rias, não tem graça!-Disse ele. 

-Desculpa!-Disse eu a sorrir.


O Enzo acabou de mudar de roupa e depois fomos até um restaurante almoçar. Enquanto não vinham os nossos pedidos, decidimos conversar um pouco.
-Vão ser tão boas estas duas semanas!-Disse o Enzo.

-Duas semanas? Posso te acusar de rapto!-Disse eu para o picar.

-Não podes não! Tenho autorização dos teus pais e tu vieste de boa vontade.-Disse ele.

-Contá-me lá essa parte da autorização dos meus pais!-Disse eu.

-Primeiro gostava de perceber outra coisa. Nós...

-Nós?

-Existe um nós, não existe?-Perguntou o Enzo.

-Sim! O meu amor por ti é cada vez maior! Mas tinhas dúvidas disso?-Perguntei eu.

-Não! Foi só porque da última vez que falá-mos disto não tinhas a certeza disso.-Disse ele.

-Eu já tinha mas tinha medo que isto não resultasse. Mas agora tenho mais que certezas!-Disse eu.

-Te amo!-Disse ele, levantando-se para me dar um beijo.

                  

-Agora conta-me como é que planeaste isto tudo!-Disse eu. Nessa altura chegaram os nossos pedidos.


*RECORDAÇÕES ENZO ON
Tinha saído do hospital à uma semana. Pensei em várias maneiras de poder estar com a Ana mas a única que me pareceu mais certa era mesmo afastarmos-nos  daqui por umas semanas. Depois de pensar muito, decidi que tinha falar primeiro com os pais dela porque apesar de ela ser maior de idade, sabia que eles podiam não a deixar ir. O meu objectivo era apenas conseguir que eles acreditassem no meu amor por ela e que queria apenas o melhor para ela. Para tal, pedi o número da mãe dela à irmã. Assim que o tive, liguei logo a combinar um encontro com ela e com o marido. À hora combinada eu já lá estava e eles também.
-Bom Dia!-Disseram eles.

-Bom Dia!-Disse eu. Cumprimentei cada um deles e sentámos-nos.

-Então tu é que és o namorado da minha filha?-Perguntou o pai dela, indo directo ao assunto.

-Nós ainda não tínhamos assumido nada mas sim e eu gosto muito dela.-Disse eu.

-Agora explica-me lá porque é que tem de se afastar daqui?-Perguntou a mãe.

-Para a minha segurança e, principalmente para segurança da vossa filha.A minha ex-namorada anda a trás de mim e tem tentado fazer mal à Ana.-Disse eu.

-Então tudo o que lhe tem acontecido deve-se a isso?-Perguntou a mãe.

-Sim.-Disse eu. A conversa não estava a ser fácil e ter começado por dizer que a filha não estava em segurança ao pé de mim não tinha sido o melhor. Mas agora tinha de lhes mostrar que longe de mim também não estava muito mais segura porque ela podia vingar-se na mesma.

-Então mais vale afastarem-se e pronto.-Disse o pai dela. Era isto que eu não queria ouvir mas tinha de tentar dar a volta da melhor maneira.

-E o nosso amor?Aquilo que sentimos um pelo o outro? Não conta?-Perguntei eu. Eles nada disseram e ficaram a olhar um para o outro.

-Acham que a vossa filha ficaria feliz assim?-Perguntei eu.

-Não! Ela tem andado triste nos últimos dias, chora, não sai de casa.-Disse a mãe.

-Eu não gosto que ela esteja assim. Eu quero vê-la feliz!-Disse eu.

-Nós também!-Desta vez foi o pai dela que falou, surpreendendo-me. Será que estava a ceder?

-Eu neste momento só vejo esta solução, sair daqui pelo menos duas ou três semanas.-Disse eu.

-Para onde estás a pensar irem?-Perguntou o pai.

-Ainda não sei. Mas para fora de Portugal.-Disse eu.

-E isso vai resolver alguma coisa?-Perguntou a mãe dela.

-Espero que sim! A minha ex-namorada só quer fama, ao não conseguir estar em contacto comigo pode ser que esqueça que eu existo.-Disse eu.

-Esperemos que sim!-Disse o pai.

-Isso quer dizer que a deixam ir e que confiam em mim?-Perguntei eu.

-Quer dizer que vamos pensar....mas estás no bom caminho!-Disse o pai dela, abrindo um sorriso que ainda não tinha visto desde que começá-mos a falar.-Ficá-mos contentes por teres vindo falar connosco primeiro, mostra que tens respeito por nós e pela nossa filha.

-Então depois volta-mos a falar certo?-Perguntei eu.

-Sim. Quanto tiver-mos tomado uma decisão nós ligamos.-Disse ele.

*RECORDAÇÕES ENZO OFF

Quando o Enzo acabou de me contar, eu não consegui dizer nada. Ele tinha tido a coragem de enfrentar o meu pai? Tudo pelo nosso amor!
-E é isto!Não dizes nada?-Perguntou ele.

-Que te amo serve?Tudo o que eu possa dizer é pouco, para aquilo que fizeste pelo nosso amor.Tu enfrentas-te o meu pai!-Disse eu.

-Não foi fácil mas ou era isso ou ver a nossa felicidade afundar por causa daquela louca!-Disse ele.

-Mas não vamos falar dela agora...agora quer aproveitar que estamos aqui para ir conhecer um pouco de Madrid!-Disse eu.

-Sim,tens razão.-Disse ele.

-E agora já me podes dizer onde vamos?-Perguntei eu.
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Olá a Todas!
Espero que tenham gostado!
Que acharam do capítulo no geral? E dos planos do Enzo? E das consequências da droga dada pela ex-namorada :)? E da coragem que teve de ir falar com os pais da Ana? Onde será a próxima paragem? Será que finalmente este casal vai ter descanso?
Deixem os vossos comentários! Eles são muito importantes!
Besos!

sábado, 17 de agosto de 2013

11-"Mas isso aí não está funcionando direito?"

[ENZO PÉREZ]
Começava a sentir-me melhor mas não ter a Ana ao pé de mim estava a matar-me por dentro. Isso e não saber se ela tinha ficado a ouvir o que o médico me disse da droga. Estava a tentar descansar um pouco quando batem à porta do quarto.
-Entre!-Disse eu.

-Olá! Podemos entrar?-Era o Maxi Pereira e o Rodrigo.
-Podem!-Disse eu.

-Como é que estás?-Perguntou o Maxi.

-Melhor! Mas foi um grande susto. Já se sabe alguma coisa lá fora?-Perguntei eu.

-Sim nas revistas é só especulações!-Disse o Maxi

-Já esperava!Eles deviam era meter-se na vida deles.-Disse eu.

-Mas isso aí não está funcionando direito?-Perguntou o Rodrigo, fazendo uma caretas que nos fizeram rir. Apesar de não ter gostado da pergunta, não consegui não me rir.

-Mau! Isto está a funcionar muito bem!-Disse eu.

-Então porque tomou essas coisas?-Perguntou ele.

-Já percebi que a parte mais importante não chegou às revistas!-´Disse eu. Depois contei a parte da história que eles não sabiam.

-Essa moça é doida!-Disse o Rodrigo.

-Completamente!-Disse o Maxi.


Ficá-mos mais uns minutos à conversa até que alguém bateu à porta do quarto.
-Entre!-Disse eu.

-Posso?-Era a Ana!

-Podes!

-Estás acompanhado!-Olhou para o Maxi e para o Rodrigo.-Eu espero lá fora.-Disse ela e saiu de seguida.

-Bem nós vamos andando!-Disse o Maxi e o Rodrigo.

-Obrigado aos dois!-Disse eu.

-Já podes entrar!-Foi o Maxi dizer à Ana que estava impacientemente à espera.

-Obrigada!-Disse ela

-Mas tem cuidado com ele, parece que tem ali algo que não está funcionando lá muito bem!-Disso o Rodrigo, a rir.

-Parvo!Desaparece daqui!-Disse eu. A Ana ria-se à gargalhada juntamente com o Rodrigo e o Maxi que acabaram por sair.


[ANA]
-Olá!-Disse ele.

-Olá!-Disse eu.

-Agora já me posso explicar?-Perguntou ele.

-Não! Eu já percebi tudo e quero-te dizer umas coisas!-Disse eu. Ele ficou preocupado porque não sabia se eu realmente tinha percebido bem.

-Diz!-Disse ele.

-Eu à bocado ouvi o médico dizer que os teus exames tinham acusado droga-ele ainda tentou falar mas eu não deixei.- Eu primeiro fiquei chateada mas depois a minha irmã abriu-me os olhos. Ela juntou as peças todas e chegou à conclusão que tinhas sido drogado, conclusão essa que eu nunca iria chegar!-Disse eu.

-Sim, foi isso que aconteceu.-Disse ele.

-Agora só te quero dizer uma coisa: eu gosto mesmo muito de ti, disso nunca duvides.-Disse eu. O Enzo puxou-me e deu-me um beijo.

-Eu também gosto muito de ti! Mucho!-Disse ele.

-Mas...-Isto ia custar a dizer mas tinha de ser.-apesar do nosso amor ser mútuo, isto não pode continuar. Temos de nos afastar durante um tempo até isto passar, até essa doida esquecer-nos.-Disse eu.

-Mas...-O Enzo ia a falar mas eu não deixei.

-Tem de ser Enzo! Não compliques mais as coisas.-Disse eu, dando-lhe um beijo em forma de despedida.
                
-Espera não te vás embora!-Disse o Enzo mas não lhe valeu de nada porque eu saí logo. Não consegui conter as lágrimas e chorei, chorei até não ter mais forças.
                                          

3 Semanas Depois...
[ANA]
Passaram 3 semanas desde a última vez que estive com o Enzo. Foram semanas muito complicadas, não sair do quarto e chorar tem sido aquilo que mais faço. Sair de casa só quando só arrastada pela minha irmã. Está a ser muito complicado estar longe da pessoa que se ama. Todos os dias penso quando chegará o dia que possamos viver o nosso amor sem ter ninguém a controlar-nos e sem ter-mos medo que aquela louca faça alguma coisa. Quando?

[ENZO]
Depois do dia que estive com a Ana à três semanas, ainda fiquei internado mais 4 dias porque a minha situação complicou-se e fiquei em recuperação mais uns dias. Foram dias de muito sofrimento, estar numa cama do hospital sem poder agir, sem poder lutar pelo nosso amor. Esses dias que não podia lutar, serviram apenas para ter ideias para que o nosso amor pudesse vencer. 
Assim que saí do hospital, foi pôr os meus planos em prática. Foram semanas de muita conversa, conversa e tentar convencer a importância da Ana para mim, mostrar com palavras o tamanho do nosso amor e tentar fazer perceber que os meus planos era o melhor para que o nosso amor saísse vitorioso desta história. E consegui! Consegui ser compreendido! Agora era pôr os planos em acção e esperar que tudo resultasse.
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Olá a Todas!
Espero que tenham gostado do capítulo!E que não tenham achado demasiado dramático, principalmente esta parte final!
O que acharam do capítulo em geral? E da atitude da Ana quando foi falar com o Enzo? E de ela ter preferido afastar-se dele? E destas três semanas afastados? E que planos terá o Enzo? Com quem terá ele falado para mostrar que os planos eram mesmo importantes para que o amor deles não morresse no meio desta história?
Deixem os vossos comentários!
Besos!
                                                

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

10-"-Ele está a entrar em paragem cardíaca."

[ANA]
-Preciso de ajuda! Alguém que me ajude!-Gritei eu.

-O que se passa?-Perguntou uma enfermeira que chegou ao quarto.

-Ele não está bem!-Disse eu. Nesse momento chegou mais enfermeiras e um médico.

-Ele está a entrar em paragem cardíaca.-Disse uma das enfermeiras depois de já o terem posto numa maca. Levaram-no do quarto enquanto o tentavam reanimar.

-Enfermeira! Espere!-Gritei eu. Não se podiam ir embora sem me dizerem como é que ele estava.

-Assim que souber-mos com ele está, vimos cá avisar!-Disse a enfermeira que voltou atrás. Em paragem respiratória? Não, não podia ser, eu não o podia perder. E não poder sair do quarto para saber de notícias era desesperante. Desesperar, foi o que fiz até um médico entrar no meu quarto.

-Boa Tarde! Como é que se sente?-Perguntou o médico.

-Eu estou bem! Eu quero é saber do Enzo! Conseguiram reanimá-lo?-Perguntei eu.

-Enzo Nicolas Pérez?-Perguntou o médico, olhando para uma folhas que tinhas nas mãos.

-Sim!-Disse eu.

-Sim conseguimos reanimá-lo mas ainda não está estável, está com febre e com o coração muito acelerado.-Disse o Médico.

-Mas...ele....corre risco de vida?-Fiz a pergunta que mais me custou em toda a minha vida a fazer.

-Não! Estamos a  fazer-lhe alguns exames mas a está a melhorar aos poucos, esperemos que não tenha nenhuma recaída.

-E eu já posso ter alta?-Perguntei eu.

-Sim! Era isso que vinha aqui fazer.-Disse enquanto assinava a folha da alta.-Mas não faça muitos esforços!-Disse ele já a sair.

Vesti-me, segurei na minha mala e na folha da alta e sai do quarto. Comecei a percorrer o corredor em direcção à saída mas só pensava no Enzo. Vou ou não vou ter com ele? Vou! Voltei a percorrer o corredor mas no sentido contrário. Depois de andar alguns metros, voltei para trás. Não vou! Dei um passo e parei! Vou! Arrumei a folha da alta na mala e perguntei a uma enfermeira qual era o quarto dele. Fui até lá mas ele não estava, devia ter ido fazer alguns exames. Passado 5 minutos vinham os enfermeiros a empurrar a maca dele.
-Agora descanse!-Disse o enfermeiro assim que o deixou no quarto.

-Ana!-Disse ele assim que me viu.-Tive tanto medo de morrer e nunca mais te ver.

-Já te sentes melhor?-Perguntei eu.

-Um pouco! Mas acho que ainda tenho febre, sinto-me a ferver.-Disse ele.

-Deve ter sido da manhã escaldante que tiveste!-Disse eu.

-Não sei o que aconteceu comigo esta manhã.-Disse ele

-Não sabes?-remexi na mala e tirei de lá a foto que me tinham entregue.-Toma! Reaviva lá a tua memória!

-Quem é que te deu isto?-Perguntou ele.

-Uma rapariga, deixo no meu quarto.-Disse eu.

-Cabra! É a mesma foto que ela me deixou na cama de manhã.-Disse ele.

-Vocês além da manhã escaldante ainda tiveram a lata de tirarem fotos!-Disse eu já num tom de voz mais alto.

-Não...-Ele foi interrompido pelo médico.

-Já tenho os resultados!Pode sair por favor?-Pediu-me por favor o médico.

-Posso! Com muito gosto! Não estou aqui a fazer nada.-Disse eu, apesar de querer saber a causa do estado do Enzo. Saí mas fiquei ao pé da porta.

-Enzo, tudo o que aconteceu deve-se ao facto de estar sobre o efeito de droga.-Disse o médico. Droga? Mas o Enzo agora droga-se?? Não quis ouvir mais nada e saí disparada do hospital. 

[ENZO]
-Droga?-Perguntei eu.

-Sim! Ecstasy.-Disse o médico.

-Mas eu não tomei nada.-Disse eu.

-Provavelmente foi lhe dada em alguma bebida. Esta droga faz com que a pessoa se sinta mais eufórica e mais desinibida  o que promove o contacto físico, fazendo assim aumentar o desejo sexual.

-E a paragem cardíaca e a febre são efeitos?-Perguntei eu.

-Sim. São alguns dos efeitos secundários quando as doses são elevadas.-Disse o médico.

-Elevadas? Quanto?-Perguntei eu.

-Provavelmente dois ou três comprimidos.-Arregalei os olhos, aquela mulher era doida, podia me ter matado.

-Sabe como é que isto aconteceu?-Perguntou o médico.

-Desconfio que tenha sido drogado. E que a droga tenha sido posta na minha bebida.-Disse eu.

-Então peço que comece a ter mais atenção a isso. Desta vez escapou mas o seu coração podia não ter aguentado.

-Vou seguir o seu conselho!

-Esta noite ainda fica cá internado para vermos a sua evolução e se a febre começa a baixar e amanhã talvez tenha alta.

[ANA]
Depois de sair do Hospital, apanhei um táxi para casa, pelo caminho mandei uma mensagem à minha irmã a dizer já estava a ir para casa e para ela lá estar quando chegasse e ela assim fez. Quando entrei em casa, ela já me esperava.
-Mana!-Disse ela abraçando-me.

-Ai! Olha as minhas costelas!-Disse eu.

-Porque é que estás com o coração tão acelerado?-Perguntou a minha irmã, depois do abraço.

-Por causa do Enzo.-Disse eu.

-Ele foi lá ao hospital?-Perguntou ela, assustada uma vez que já sabia da situação toda e do risco que eu corria se me aproximasse dele.

-Foi mas depois sentiu-se mal e entrou em paragem cardíaca mas agora já está bem. -vi uma expressão de espanto a surgir na cara dela.-Acreditas que aquele filho da mãe foi para  a cama com a ex namorada, tiraram fotos à cena e pelo vistos ainda tomou drogas.

-Uau! Não esperava nada disso dele.-Disse a minha irmã.-Mas eles encontraram-se porque?

-Acho que foi o Enzo que a chamou lá a casa para terem uma conversa. Nunca mais o quero ver à frente.

-Calma lá!-Disse a minha irmã.

-Calma?-Perguntei eu.

-Sim! Maria, Enzo, droga dada ao enzo, filmado e fotografado! É isso!-Disse ela, ao assimilar tudo.

-Não percebi nada!-Disse eu.

-A Maria deu droga ao Enzo, eles enrolaram-se e aproveitou para deixar uma câmara a tirar fotos e provavelmente a filmar.-Disse eu.

-E ele não se sabia controlar?-Perguntei eu.

-Tu sabes o que é uma droga dessas?-Perguntou ela.

-Tu sabes?-Perguntei.

-Já vi uma reportagem na televisão. E então se for dada em doses elevadas, aí é que ele não se controlou mesmo.

-Só de pensar na cena até me dá nojo. Mas podes ter razão-fiquei a pensar durante uns minutos.-Mas não, não o tentes desculpar.

-Não o estou a desculpar mas se tiver sido isso que aconteceu ele não tem culpa! E tu é que estás a arranjar desculpas para o culpares!-fiquei a olhar para ela sem saber o que fazer.-Vai ter com ele e ouve o que ele tem para dizer!
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Olá!!
Espero que tenham gostado!
O que acharam do capítulo? E dos efeitos da droga? E da reacção da Ana? Será que ela vai ter com ele ao hospital ou vai continuar a achar que o Enzo teve culpa? E a droga vai ter efeitos futuros no Enzo? E este casal como vai ficar?
Deixem os vossos comentários!!

domingo, 4 de agosto de 2013

9-Enfermeira! Preciso de Ajuda! Alguém que ajude!

[ENZO]
Abri a porta e lá estava ela do outro lado da porta, com o seu ar de que é muito importante.
-Olá!!-Disse ela, ainda há porta.

-Ola.-Disse eu. Ela tentou cumprimentar-me com um beijo na boca mas eu desviei a cara e empurrei-a para dentro de casa.

-Então as luzes da fama já se apagaram?-Perguntei eu à Maria.

-O que? Não sei do que falas!-Disse ela.

-Não sabes? Tens a certeza?-Perguntei agarrando-lhe no braço.

-É bom que tires as tuas mãos de cima de mim, senão já sabes quem sofre.-Disse ela. E fiz o que ela disse, só mesmo por causa da Ana.

-O que é que tu queres? Eu faço o que quiseres para deixares a Ana em paz!-Disse eu.

-Eu quero-te a ti!-Disse ela.

-Isso sabes que eu não te posso dar.-Disse eu.

-Podes é só quereres!-Disse ela, aproximando-se de mim e beijando-me.

-Para!-Gritei eu.

-Tu queres tanto quanto eu! Sei que tens saudades minhas!-Disse ela, começando-me a seduzir-me.

-Não quero nada! Para!-Disse eu empurrando-a para a afastar de mim.

-Não me podes fazer isto!-Disse ela.

-Mas nós já acabá-mos há um ano, agora é que te lembras-te que ainda gostas de mim?-Perguntei eu ironizando.

-Ai!-Disse ela, pondo a mão no peito.

-Que foi agora? Não inventes.-Disse eu

-Não me estou a sentir bem.-Disse ela.

-Então senta-te, cala-te e espera ai que eu vou buscar um copo de água.-Disse eu.

-Não é preciso! Eu vou lá!-Disse ela.

-Mas não te estavas a sentir mal?-Perguntei eu.

-E estou! Mas não te quero incomodar!-Disse ela

-Então vai! Mas despacha-te!-Disse eu.

Ela já sabia o caminho e conhecia bem a minha casa, por isso, deixei-a ir. Estava já há quase 10 minutos na cozinha e ainda não tinha voltado. Ia para lá ir quando ela volta com um copo de água numa mão e um copo de sumo na outra.
-Tanto tempo?-Perguntei eu.

-Sentei-me um bocado. Trouxe um copo de sumo!-Disse ela.

-Não te pedi nada!-Disse eu.

-É só para te compensar a minha demora!-Disse ela, estendendo-me o copo do sumo que eu bebi num instante porque já estava farto de  a ouvir. De seguida, sentou-se no sofá ao meu lado.

-E tu, bebe esse copo de água rápido e vê se sais daqui. Já vi que não vale de nada ter esta conversa contigo. Só quero que saibas que se tocas com um dedo nela faço-te pior.-Disse eu já passado da cabeça.
Ela nada disse e começou a beber o copo de água mas muito lentamente o que me fez bufar vezes sem conta.

-Boa! Já bebes-te! Agora sai!-Disse eu, arrancando-lhe o copo da mão. Nesse momento comecei a sentir-me estranho mas não liguei.

-Ok eu saio!-Disse ela ainda sentada no sofá e virando-se para mim para se despedir e tentando me beijar. Tentou e conseguiu. Mas eu...eu deixei? Como posso ter deixado? O que se passa comigo?

-Para! Sai!-Ela nada disse. Apenas insistiu. Voltei a recuar. Ela voltou a insistir. Eu não recuei. Eu avancei. Aceitei os beijos na boca, os beijos no pescoço. Pior que isso, eu beijei. Mas o que se estava a passar? Eu estava fora de mim. Um desejo estranho estava a tomar conta de mim. Um desejo pela mulher errada. Um desejo que não conseguia controlar.

-Pronto, eu paro!-Disse ela, percebendo o meu estado.

-Não! Continua!-Disse eu, puxando-a para mim. Ela sorriu. Levou a mão às minhas calças e desapertou-me o sinto das calças.
                    
Depois disso vieram mais beijos, mais carícias, mais tudo.
                        

Depressa fomos até ao meu quarto onde as nossa roupas desapareceram a um ritmo louco. Como é que eu estava com uma mulher que não amo? Mas essa pergunta esteve presente na minha cabeça por pouco tempo.O meu único objectivo era matar este desejo louco que estava dentro de mim. Um fogo muito intenso. Mas estranho.
                             
Só pará-mos quando o meu desejo se desvaneceu e quando estávamos exaustos. Dentro de poucos minutos adormeci, a noite não tinha sido a melhor, tinha passado a maior parte do tempo acordado e cedi ao cansaço e ao sono.

Voltei a despertar uma hora depois. Mas eu tive um pesadelo? Tinha sido real? Eu e a Maria? Não podia, eu amo a Ana. Todas as dúvidas que eu podia ter desapareceram assim que olhei para o lado e vi, não a Maria, mas sim uma foto do que se tinha passado naquela manhã.
Na parte de trás da foto tinha a seguinte frase: "A prova do nosso amor para mais tarde recordarmos".

Mas como podia eu ter feito isto? E como é que a Maria tirou uma foto? Era tudo tão estranho. E não tinha resposta para nenhuma das perguntas.
E agora? Como é que conto isto à Ana? Como? Ela nunca me vai perdoar! Mas eu não sinto culpa total nesta situação, sentia-me comandado por alguém, como se fosse um boneco e que alguém tinha um comando. Tinha de falar com a Ana!
Peguei no telemóvel e liguei-lhe! Depois de três toques finalmente atendeu.
-Estou,Ana! Preciso de falar contigo!-Disse eu.

-Ola!-percebi que era uma voz diferente.-É a mãe da Ana!-Disse do outro lado.

-Pode-lhe passar o telefone se faz favor?-Pedi eu.

-A Ana agora não pode atender. Está no Hospital e precisa de descansar.-Disse ela. No Hospital?? Tinha de saber o que tinha acontecido.

-O que é que se passou?-Perguntei assustado.

-A Ana foi assaltada e agredida.-Disse a mãe dela.

-Eu vou já para aí.-Disse eu, desligando o telefone.

Vesti-me o mais depressa que pude visto não me sentir lá muito bem disposto. Assim que me despachei fui para o carro e conduzi até ao Hospital. Assim que lá cheguei, vi os pais da Ana na sala de espera. Pedi para entrar e eles acederam ao meu pedido, apenas disse que era amigo dela. Percorri aqueles corredores com um cheiro horrível a material hospitalar, o que me deixou ainda mais mal disposto. Assim que cheguei à porta do quarto, bati e empurrei a porta. Tive a reacção que menos esperava.

[ANA]
O dia de ontem tinha sido muito complicado, afastar-me do homem de quem gosto foi mesmo muito complicado. No dia seguinte, só pensava em espairecer mas ninguém me queria acompanhar. A Catarina foi dar uma volta com o Gaitán, aquilo estava a andar para a frente aos poucos. Decidi sair sozinha, passeei até apanhar o maior susto da minha vida.

Quando passava numa rua menos movimentada, fui interceptada por um grupo de 2 pessoas( 1 rapaz e 1 rapariga) que me assaltaram. Assaltar ainda era o menos, o pior foi o que se seguiu: fui espancada até não ter forças para me mexer e abandonaram-me ali, até alguém me encontrar.

Fui levada para o Hospital onde levei alguns pontos na cabeça e onde me fizeram vários exames que me esclareceram em relação ao meu estado: costelas partidas e mão partida.

Estava já em repouso no meu quarto quando entra uma rapariga que eu desconhecia. Trazia um envelope na mão que me entregou e saiu de seguida. O que seria aquilo? Abri e não queria acreditar no que via.

Depressa escondi aquilo porque apareceram os meus pais que estavam bastante preocupados comigo. Depois de algum tempo comigo no quarto, acabaram por sair. Minutos depois alguém bate à porta. Era o Enzo.
-Que é que estás aqui a fazer? Desaparece daqui.-Disse eu aos gritos.

-Eu...-O Enzo ia a falar mas não conseguiu continuar, caiu no chão inanimado.

-Enzo!-ainda tentei levantar-me para o ajudar mas foi impossível, já que tinha alguns tubos ligados a mim.-Enfermeira! Preciso de Ajuda! Alguém que ajude!-Gritei o mais que pude.
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Olá!
Espero que tenham gostado do capítulo tal como eu adorei escrevê-lo!
Que acharam do que aconteceu entre o Enzo e a Maria? E o que será que aquela rapariga entregou à Ana? E o que será que tem o Enzo para ter desmaiado?
Deixem os vossos comentários, eles são muito importantes.
Besos!

quinta-feira, 18 de julho de 2013

8-"Não pode haver um nós, não assim."

-O que é aconteceu?-Perguntou o Enzo.

-Ao que pareceu isto foi um aviso para não me aproximar de ti de uma rapariga chamada Maria.-Assim que disse isto, o Enzo fez logo uma cara de espantado e, ao mesmo tempo, assustado, o que me fez ficar ainda mais assustada.

-O que é que te doi?-Perguntou o Enzo.

-O Pé!-Disse eu.

-Vou buscar gelo.-Disse ele.

-Eu não quero saber da porra do gelo, eu quero é saber quem é a Maria.-Exigi eu.

-Vou buscar o gelo, já te explico.-Disse ele. E saiu para ir a cozinha, quando voltou pôs-me o gelo no pé e voltou a sentar-se no sofá.

-Agora que o gelo já está no meu pé, importas-te de me explicar quem é a Maria?-Perguntei eu.

-Calma!-Pediu o Enzo.

-Calma? Eu acabei de ser ameaçada e queres que eu tenha calma?-Perguntei eu.

-Desculpa! Eu não estava à espera que isto pudesse acontecer.-Eu não disse nada, fiquei apenas à espera que ele continuasse.-A Maria já foi minha namorada.-Nada que eu não estivesse já a imaginar.-Mas o fim da nossa relação foi pacífico e já foi há 1 ano, não sei o porque dela fazer isto agora.-Disse ele.

-Pronto, já me explicas-te!Agora vou-me embora.-Disse eu. Tentando-me pôr de pé, com alguma dificuldade mas consegui e fui saltando ao pé coxinho até ao pé da porta.

-Espera!-Pediu o Enzo, segurando nas minhas mãos.-E nós?-Perguntou ele.

-Qual nós?-Perguntei eu. Claro que eu percebi a pergunta dele mas não podia haver nós. Assim era tudo muito mais complicado. A minha vida será sempre assim. Primeiro foi um namorado que me batia, agora que encontrei alguém que me podia fazer feliz, fazer-me sentir bem tenho a ex-namorada dele a ameaçar-me.-Não pode haver um nós, não assim.-Disse já a abrir a porta.

-Por favor não vás, não podemos ficar assim, eu gosto de ti.-Disse ele.

-Se gostas mesmo de mim como dizes, deixa-me ir é o melhor.-Disse eu. Ele nada me conseguiu responder apenas soltou as minhas mãos e me deixou ir. Eu não queria nada disto mas tinha de ser. Eu sai e fui andando pela rua sem destino até avistar um táxi para voltar a casa, mas estava difícil de aparecer algum e começava  a ficar cansada e sem forças para andar com o pé naquele estado.

[ENZO PÉREZ]
Depois de um ano sem estar com mais nenhum rapariga depois da Maria, conheci a Ana e posso dizer que gosto seriamente dela. Tudo parecia ir correr bem até hoje que a Maria resolveu aparecer e ameaçar a Ana.
Porquê à Ana? Podia-o fazer a mim. Percebi a reacção da Ana e custou-me tanto deixá-la ir. Mas não podia forçá-la a ficar nem pedir-lhe que continue perto de mim quando isso pode significar por a sua vida em risco. Eu só queria estar ao lado dela para ter a certeza que não acontece nada de mal.
Pensei para mim mesmo: Mas o que é que eu ainda aqui estou a fazer? Tenho de ir atrás dela. Levantei-me do sofá e no segundo seguinte voltei-me a sentar. Não! Não o posso fazer isto só vai piorar. Mas não conseguia não pensar como é que ela estaria. Nem a fui levar a casa. O pé dela! Peguei nas chaves do caro e saí disparado de casa para ver se a via em algum lado, caso ainda não tivesse conseguido arranjar transporte para voltar a casa ou caso tivesse havido mais ameaças. Ainda lhe enviei uma sms a saber onde ela estava enquanto a ia procurando.

[ANA]
Depois de andar um pouco pela rua e como não aparecia nenhum taxi resolvi sentar-me num banco que havia na rua, as dores no pé estavam a piorar. Passado alguns minutos recebi uma mensagem.

Onde é que estás?
Já estás a voltar para casa?
Se não, eu posso levar-te a casa.
ENZO

Não podia responder,não podia deixar que ele me levasse a casa. Nunca se sabe se não me estavam a vigiar. Arrumei o telemóvel e ia a tentar pôr-me de pé quando oiço um carro a travar à minha frente. Era ele! Tinha-me encontrado.
-Ana! Eu levo-te a casa!-Disse ele.

-Não! Queres piorar as coisas?-Perguntei eu.

-Não,mas só te quero deixar em casa. Depois não voltas a ver-me.-Disse ele. Só de pensar nessa hipótese já era mau. Mas eu tinha de aceitar, de outra maneira nunca mais chegava a casa. Sem dizer nada, dirigi-me para o carro e entrei. O Enzo apressou-se a fazer o mesmo.

De lá até minha casa nada dissemos, o som da música era a único barulho que se ouvia. 40 minutos depois já estávamos à porta de minha casa.
-Chegá-mos!-Disse ele.

-Obrigada! Agora por favor não me tentes contactar.-Disse eu.

-Já te prometi que não me voltas a ver.-Disse ele. Não consegui não deixar escapar uma lágrima.

-Não me voltas a ver até eu resolver este assunto!-Disse ele completando o que tinha dito antes.-Prometo tentar ser rápido.

-Mas tem cuidado!-Disse eu.

-Tu também!-Disse ele.

-Até um dia!

-Até já!-Disse ele. Ele não aceitava a ideia de ir-mos estar longe um do outro. E mostrava uma convicção enorme que tudo ia correr bem e que ia resolver tudo depressa. Saí do carro e as lágrimas começaram a correr.
                     
Entrei em casa, avisei todos que ia para o meu quarto e que não jantava e pedi para não me incomodarem. Assim que entrei no quarto, a única coisa que consegui fazer foi chorar, chorar até não ter mais forças e adormecer.
                   
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No dia seguinte...
[ENZO PÉREZ]
Adormecer ontem foi muito complicado. E o acordar também, perceber que não tinha sido um sonho e que tudo era real. Tinha de agir. E era já! Levantei-me e liguei à Maria, tinha de falar com ela. Tinha de perceber a razão de tudo isto. Depois de chamar duas vezes ela atendeu.
-Olá!-Disse ela, ao que me pareceu muito feliz.

-Ola. Precisamos de falar. Podes vir a minha casa?-Perguntei eu.

-Claro cariño!-Disse ela.

-Então está aqui às 14 horas.-Disse eu e desliguei logo o telemóvel. Queria poucas conversas com ela mas esta era necessário.

A manhã demorou muito a passar mas serviu para pensar naquilo que lhe ia dizer. Às 14 horas em ponto a campainha tocou. Era ela. Abri a porta e via-a logo com um sorriso enorme. A conversa não ia ser fácil. Percebi logo que ela queria alguma de mim. Esta vontade de eu ser dela de novo, tinha uma razão de ser. E não era amor, só podia ser obsessão.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

7-"Isto entre nós é o que?"

O Enzo conduziu até ao restaurante onde já-nos esperava o Gaitán. Entrá-mos e fomos directos à mesa onde ele estava.
-Olá!-Disse eu. e a minha irmã, eu cumprimentei-o mas a minha irmã não, nem o Gaitán a ela.

-Olá Ana!-Disse o Gaitán.

-Não falas à Catarina?-Perguntou o Enzo.

-Ele tem medo que eu lhe morda.-Disse a minha irmã.

-Olá Catarina!-Disse o Gaitán, levantando-se para ir cumprimentar a minha irmã mas ela sentou-se.

-Era isto que eu falava antes de virmos!-Disse eu baixinho para o Enzo.

-Bem, é melhor fazermos os nossos pedidos que parece-me que alguém está com medo que eu lhe toque ou que lhe dê um beijo sem ser na cara.-Disse o Gaitán. 

-Tenho medo porque até de um beijo na cara te podes arrepender.-Disse a minha irmã.

-Uii já percebi que houve coisa entre vocês ontem.-Disse o Enzo.

-Mas não vão continuar assim o resto do almoço pois não?-Perguntei eu.

-Se ele não me chatear, não.-Disse a minha irmã. 

Fizemos os pedidos e almoçá-mos. A Catarina e o Gaitán passaram o tempo todo a picarem-se. Assim que pagá-mos o almoço saímos do restaurante.
-Já pode-mos ir para casa?-Perguntou a minha irmã.

-Espera só um bocadinho. Deixa-me dizer uma coisa ao Enzo.-Disse eu.

-Eu posso te levar a casa.-Disse o Gaitán.

-Nem penses! Prefiro ir a pé.-Disse a minha irmã.

-Se fosse a ti aceitava. Secalhar eu ainda demoro.-Disse eu.

Eu vou aceitar mas é mesmo só porque quero muito ir embora.-Disse ela.

-Mas que pressa é essa?-Perguntei eu.

-O ar está irrespirável. Até logo!-Disse ela caminhando para o carro do Gaitán.

-Não se matem!-Gritou o Enzo. 

-Então o que é querias falar comigo?-Perguntou-me o Enzo depois deles saírem.

-Estive a pensar na tua mensagem e gostava que os momentos bons se voltassem a repetir.-Disse eu.

-E isso quer dizer o que?

-Quer dizer que quero passar a tarde contigo como ontem.Preciso de mimos.

-Os seus desejos são ordens.-Disse ele 

Fomos até ao carro dele. Ele conduziu mas eu eu não sabia para onde. Passado 30 minutos percebi que estávamos junto ao Tejo. Saímos do carro e fomos até perto do rio.
-Adoro este sítio!-Disse eu.

-Eu também!-Disse o Enzo.

Aproximei-me dos ferros da ponte poisando lá as minhas mãos. O Enzo aproximou-se e fez o mesmo mas sem querer poisou a mão dele em cima da minha. Mas eu pouco me importei, a pele macia dele a tocar na minha era completamente electrizante.
-Desculpa!-Disse o Enzo, tirando a mão de cima da minha e poisando-a mais ao lado.

-Não faz mal.-Poisei a minha mão em cima da dele. O Enzo sorriu. 

-Até tenho de te agradecer.-Disse eu.

-Agradecer? Porque?-Perguntou ele.

-Por estes dias que tenho passado contigo. Contigo consigo desligar de tudo o resto, sinto-me bem ao pé de ti, sinto-me tranquila...-Não consegui falar mais porque o Enzo juntou os lábios dele aos meus para um beijo que se prolongou por alguns segundos e foi acompanhado pela brisa e pelo som do mar. 
                           
-E estes beijos...-Disse eu envergonhada.

-Que achas de irmos até minha casa? Esta-mos mais à vontade e podemos conversar lá.-Disse o Enzo.

-Parece-me bem!-Disse eu. Começa-mos a caminhar, ele colocou a mão dele nas minhas costas e eu nas dele e assim fomos até ao carro enquanto trocava-mos alguns sorrisos.


Assim que chegá-mos fomos logo para a sala. Sentei-me no sofá enquanto o Enzo foi à casa de banho.
-Por onde é que começa-mos a nossa conversa?-Perguntou o Enzo.

-Por aqui?-Dei-lhe um beijo rápido.

-Pois isto é algo que....se continua vou me habituar e vou querer mais.-Disse ele

-Pois...desculpa deve achar que eu sou doida...beijar-te assim do nada.-Disse eu.Eu Doida? só se for mesmo pelos beijos dele.

-Isto entre nós é o que?-Perguntou ele.

-Isso pouco me importa.É aquilo que tiver de acontecer.-Disse eu.

-Pouco importa? Como assim?-Perguntou o Enzo.

-Eu gosto de ti mas não quero dar nenhum rótulo à nossa relação. Além disso isto é tudo recente e ainda me faz um bocado de confusão.-Disse eu.

-Confusão porque?-Perguntou ele.

-Porque há muito que eu gosto de ti apesar de antes não te conhecer. Agora em pouco tempo conheci-te e a nossa relação está a avançar assim desta maneira.-Disse eu.

-Sim, isso dos rótulos pouco me importa.Eu gosto de ti e é contigo que eu quero estar.-Disse ele.

-Mas vamos com calma pode ser?-Perguntei eu.

-Sim!-Disse ele. De seguida deu-me um beijo.


Estivemos mais um bocado à conversa e a namorar mas não passá-mos de beijos e alguns mimos. Ainda lanchá-mos juntos em casa dele.Eram 17 horas quando me despedi do Enzo e saí de casa dele.
Assim que saí de casa dele fui abordada por um rapaz que me assustou pela forma como se atravessou à minha frente, parecia que já estava à minha espera.
-Sim? Precisas de alguma coisa?-Perguntei-lhe eu.

-Eu não mas parece que tu precisas de algo para abrir a pestana.-Disse ele.Em poucos segundos eu já estava  encostada à parede com as mãos dele no meu pescoço.

-Larga-me!Estás a aleijar-me.-Disse eu.

-É mesmo esse o objectivo. Tenho um recado da (....) para ti: Deixa aquilo que não te pertence. À próxima pode ser pior.-Disse ele, empurrando-me e desaparecendo dali.

[ENZO]
Tinha adorado estar com a Ana mas ele teve de ir embora. Ia para ir preparar o meu jantar quando oiço alguém a gritar na rua.
-Alguém me ajuda??-Perguntaram.

-Enzzooo-Ouvi chamarem por mim e baterem na minha porta muito devagar. Mas aquela voz....era a da Ana.

Fui logo a correr para a porta, espreitei e como não vi ninguém abri a porta.
-Aqui!-Olhei para o chão e lá estava ela sentada no chão.

-Ajuda-me a levantar.-Assim o fiz e levei-a para dentro.

-O que é que aconteceu?-Perguntei eu.

-Ao que me parece isto foi um aviso para não me aproximar de ti de uma rapariga chamada...-Disse eu. O Enzo fez logo um cara de espantado e de assustado, o que me fez ficar mais assustada.