domingo, 4 de agosto de 2013

9-Enfermeira! Preciso de Ajuda! Alguém que ajude!

[ENZO]
Abri a porta e lá estava ela do outro lado da porta, com o seu ar de que é muito importante.
-Olá!!-Disse ela, ainda há porta.

-Ola.-Disse eu. Ela tentou cumprimentar-me com um beijo na boca mas eu desviei a cara e empurrei-a para dentro de casa.

-Então as luzes da fama já se apagaram?-Perguntei eu à Maria.

-O que? Não sei do que falas!-Disse ela.

-Não sabes? Tens a certeza?-Perguntei agarrando-lhe no braço.

-É bom que tires as tuas mãos de cima de mim, senão já sabes quem sofre.-Disse ela. E fiz o que ela disse, só mesmo por causa da Ana.

-O que é que tu queres? Eu faço o que quiseres para deixares a Ana em paz!-Disse eu.

-Eu quero-te a ti!-Disse ela.

-Isso sabes que eu não te posso dar.-Disse eu.

-Podes é só quereres!-Disse ela, aproximando-se de mim e beijando-me.

-Para!-Gritei eu.

-Tu queres tanto quanto eu! Sei que tens saudades minhas!-Disse ela, começando-me a seduzir-me.

-Não quero nada! Para!-Disse eu empurrando-a para a afastar de mim.

-Não me podes fazer isto!-Disse ela.

-Mas nós já acabá-mos há um ano, agora é que te lembras-te que ainda gostas de mim?-Perguntei eu ironizando.

-Ai!-Disse ela, pondo a mão no peito.

-Que foi agora? Não inventes.-Disse eu

-Não me estou a sentir bem.-Disse ela.

-Então senta-te, cala-te e espera ai que eu vou buscar um copo de água.-Disse eu.

-Não é preciso! Eu vou lá!-Disse ela.

-Mas não te estavas a sentir mal?-Perguntei eu.

-E estou! Mas não te quero incomodar!-Disse ela

-Então vai! Mas despacha-te!-Disse eu.

Ela já sabia o caminho e conhecia bem a minha casa, por isso, deixei-a ir. Estava já há quase 10 minutos na cozinha e ainda não tinha voltado. Ia para lá ir quando ela volta com um copo de água numa mão e um copo de sumo na outra.
-Tanto tempo?-Perguntei eu.

-Sentei-me um bocado. Trouxe um copo de sumo!-Disse ela.

-Não te pedi nada!-Disse eu.

-É só para te compensar a minha demora!-Disse ela, estendendo-me o copo do sumo que eu bebi num instante porque já estava farto de  a ouvir. De seguida, sentou-se no sofá ao meu lado.

-E tu, bebe esse copo de água rápido e vê se sais daqui. Já vi que não vale de nada ter esta conversa contigo. Só quero que saibas que se tocas com um dedo nela faço-te pior.-Disse eu já passado da cabeça.
Ela nada disse e começou a beber o copo de água mas muito lentamente o que me fez bufar vezes sem conta.

-Boa! Já bebes-te! Agora sai!-Disse eu, arrancando-lhe o copo da mão. Nesse momento comecei a sentir-me estranho mas não liguei.

-Ok eu saio!-Disse ela ainda sentada no sofá e virando-se para mim para se despedir e tentando me beijar. Tentou e conseguiu. Mas eu...eu deixei? Como posso ter deixado? O que se passa comigo?

-Para! Sai!-Ela nada disse. Apenas insistiu. Voltei a recuar. Ela voltou a insistir. Eu não recuei. Eu avancei. Aceitei os beijos na boca, os beijos no pescoço. Pior que isso, eu beijei. Mas o que se estava a passar? Eu estava fora de mim. Um desejo estranho estava a tomar conta de mim. Um desejo pela mulher errada. Um desejo que não conseguia controlar.

-Pronto, eu paro!-Disse ela, percebendo o meu estado.

-Não! Continua!-Disse eu, puxando-a para mim. Ela sorriu. Levou a mão às minhas calças e desapertou-me o sinto das calças.
                    
Depois disso vieram mais beijos, mais carícias, mais tudo.
                        

Depressa fomos até ao meu quarto onde as nossa roupas desapareceram a um ritmo louco. Como é que eu estava com uma mulher que não amo? Mas essa pergunta esteve presente na minha cabeça por pouco tempo.O meu único objectivo era matar este desejo louco que estava dentro de mim. Um fogo muito intenso. Mas estranho.
                             
Só pará-mos quando o meu desejo se desvaneceu e quando estávamos exaustos. Dentro de poucos minutos adormeci, a noite não tinha sido a melhor, tinha passado a maior parte do tempo acordado e cedi ao cansaço e ao sono.

Voltei a despertar uma hora depois. Mas eu tive um pesadelo? Tinha sido real? Eu e a Maria? Não podia, eu amo a Ana. Todas as dúvidas que eu podia ter desapareceram assim que olhei para o lado e vi, não a Maria, mas sim uma foto do que se tinha passado naquela manhã.
Na parte de trás da foto tinha a seguinte frase: "A prova do nosso amor para mais tarde recordarmos".

Mas como podia eu ter feito isto? E como é que a Maria tirou uma foto? Era tudo tão estranho. E não tinha resposta para nenhuma das perguntas.
E agora? Como é que conto isto à Ana? Como? Ela nunca me vai perdoar! Mas eu não sinto culpa total nesta situação, sentia-me comandado por alguém, como se fosse um boneco e que alguém tinha um comando. Tinha de falar com a Ana!
Peguei no telemóvel e liguei-lhe! Depois de três toques finalmente atendeu.
-Estou,Ana! Preciso de falar contigo!-Disse eu.

-Ola!-percebi que era uma voz diferente.-É a mãe da Ana!-Disse do outro lado.

-Pode-lhe passar o telefone se faz favor?-Pedi eu.

-A Ana agora não pode atender. Está no Hospital e precisa de descansar.-Disse ela. No Hospital?? Tinha de saber o que tinha acontecido.

-O que é que se passou?-Perguntei assustado.

-A Ana foi assaltada e agredida.-Disse a mãe dela.

-Eu vou já para aí.-Disse eu, desligando o telefone.

Vesti-me o mais depressa que pude visto não me sentir lá muito bem disposto. Assim que me despachei fui para o carro e conduzi até ao Hospital. Assim que lá cheguei, vi os pais da Ana na sala de espera. Pedi para entrar e eles acederam ao meu pedido, apenas disse que era amigo dela. Percorri aqueles corredores com um cheiro horrível a material hospitalar, o que me deixou ainda mais mal disposto. Assim que cheguei à porta do quarto, bati e empurrei a porta. Tive a reacção que menos esperava.

[ANA]
O dia de ontem tinha sido muito complicado, afastar-me do homem de quem gosto foi mesmo muito complicado. No dia seguinte, só pensava em espairecer mas ninguém me queria acompanhar. A Catarina foi dar uma volta com o Gaitán, aquilo estava a andar para a frente aos poucos. Decidi sair sozinha, passeei até apanhar o maior susto da minha vida.

Quando passava numa rua menos movimentada, fui interceptada por um grupo de 2 pessoas( 1 rapaz e 1 rapariga) que me assaltaram. Assaltar ainda era o menos, o pior foi o que se seguiu: fui espancada até não ter forças para me mexer e abandonaram-me ali, até alguém me encontrar.

Fui levada para o Hospital onde levei alguns pontos na cabeça e onde me fizeram vários exames que me esclareceram em relação ao meu estado: costelas partidas e mão partida.

Estava já em repouso no meu quarto quando entra uma rapariga que eu desconhecia. Trazia um envelope na mão que me entregou e saiu de seguida. O que seria aquilo? Abri e não queria acreditar no que via.

Depressa escondi aquilo porque apareceram os meus pais que estavam bastante preocupados comigo. Depois de algum tempo comigo no quarto, acabaram por sair. Minutos depois alguém bate à porta. Era o Enzo.
-Que é que estás aqui a fazer? Desaparece daqui.-Disse eu aos gritos.

-Eu...-O Enzo ia a falar mas não conseguiu continuar, caiu no chão inanimado.

-Enzo!-ainda tentei levantar-me para o ajudar mas foi impossível, já que tinha alguns tubos ligados a mim.-Enfermeira! Preciso de Ajuda! Alguém que ajude!-Gritei o mais que pude.
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Olá!
Espero que tenham gostado do capítulo tal como eu adorei escrevê-lo!
Que acharam do que aconteceu entre o Enzo e a Maria? E o que será que aquela rapariga entregou à Ana? E o que será que tem o Enzo para ter desmaiado?
Deixem os vossos comentários, eles são muito importantes.
Besos!

quinta-feira, 18 de julho de 2013

8-"Não pode haver um nós, não assim."

-O que é aconteceu?-Perguntou o Enzo.

-Ao que pareceu isto foi um aviso para não me aproximar de ti de uma rapariga chamada Maria.-Assim que disse isto, o Enzo fez logo uma cara de espantado e, ao mesmo tempo, assustado, o que me fez ficar ainda mais assustada.

-O que é que te doi?-Perguntou o Enzo.

-O Pé!-Disse eu.

-Vou buscar gelo.-Disse ele.

-Eu não quero saber da porra do gelo, eu quero é saber quem é a Maria.-Exigi eu.

-Vou buscar o gelo, já te explico.-Disse ele. E saiu para ir a cozinha, quando voltou pôs-me o gelo no pé e voltou a sentar-se no sofá.

-Agora que o gelo já está no meu pé, importas-te de me explicar quem é a Maria?-Perguntei eu.

-Calma!-Pediu o Enzo.

-Calma? Eu acabei de ser ameaçada e queres que eu tenha calma?-Perguntei eu.

-Desculpa! Eu não estava à espera que isto pudesse acontecer.-Eu não disse nada, fiquei apenas à espera que ele continuasse.-A Maria já foi minha namorada.-Nada que eu não estivesse já a imaginar.-Mas o fim da nossa relação foi pacífico e já foi há 1 ano, não sei o porque dela fazer isto agora.-Disse ele.

-Pronto, já me explicas-te!Agora vou-me embora.-Disse eu. Tentando-me pôr de pé, com alguma dificuldade mas consegui e fui saltando ao pé coxinho até ao pé da porta.

-Espera!-Pediu o Enzo, segurando nas minhas mãos.-E nós?-Perguntou ele.

-Qual nós?-Perguntei eu. Claro que eu percebi a pergunta dele mas não podia haver nós. Assim era tudo muito mais complicado. A minha vida será sempre assim. Primeiro foi um namorado que me batia, agora que encontrei alguém que me podia fazer feliz, fazer-me sentir bem tenho a ex-namorada dele a ameaçar-me.-Não pode haver um nós, não assim.-Disse já a abrir a porta.

-Por favor não vás, não podemos ficar assim, eu gosto de ti.-Disse ele.

-Se gostas mesmo de mim como dizes, deixa-me ir é o melhor.-Disse eu. Ele nada me conseguiu responder apenas soltou as minhas mãos e me deixou ir. Eu não queria nada disto mas tinha de ser. Eu sai e fui andando pela rua sem destino até avistar um táxi para voltar a casa, mas estava difícil de aparecer algum e começava  a ficar cansada e sem forças para andar com o pé naquele estado.

[ENZO PÉREZ]
Depois de um ano sem estar com mais nenhum rapariga depois da Maria, conheci a Ana e posso dizer que gosto seriamente dela. Tudo parecia ir correr bem até hoje que a Maria resolveu aparecer e ameaçar a Ana.
Porquê à Ana? Podia-o fazer a mim. Percebi a reacção da Ana e custou-me tanto deixá-la ir. Mas não podia forçá-la a ficar nem pedir-lhe que continue perto de mim quando isso pode significar por a sua vida em risco. Eu só queria estar ao lado dela para ter a certeza que não acontece nada de mal.
Pensei para mim mesmo: Mas o que é que eu ainda aqui estou a fazer? Tenho de ir atrás dela. Levantei-me do sofá e no segundo seguinte voltei-me a sentar. Não! Não o posso fazer isto só vai piorar. Mas não conseguia não pensar como é que ela estaria. Nem a fui levar a casa. O pé dela! Peguei nas chaves do caro e saí disparado de casa para ver se a via em algum lado, caso ainda não tivesse conseguido arranjar transporte para voltar a casa ou caso tivesse havido mais ameaças. Ainda lhe enviei uma sms a saber onde ela estava enquanto a ia procurando.

[ANA]
Depois de andar um pouco pela rua e como não aparecia nenhum taxi resolvi sentar-me num banco que havia na rua, as dores no pé estavam a piorar. Passado alguns minutos recebi uma mensagem.

Onde é que estás?
Já estás a voltar para casa?
Se não, eu posso levar-te a casa.
ENZO

Não podia responder,não podia deixar que ele me levasse a casa. Nunca se sabe se não me estavam a vigiar. Arrumei o telemóvel e ia a tentar pôr-me de pé quando oiço um carro a travar à minha frente. Era ele! Tinha-me encontrado.
-Ana! Eu levo-te a casa!-Disse ele.

-Não! Queres piorar as coisas?-Perguntei eu.

-Não,mas só te quero deixar em casa. Depois não voltas a ver-me.-Disse ele. Só de pensar nessa hipótese já era mau. Mas eu tinha de aceitar, de outra maneira nunca mais chegava a casa. Sem dizer nada, dirigi-me para o carro e entrei. O Enzo apressou-se a fazer o mesmo.

De lá até minha casa nada dissemos, o som da música era a único barulho que se ouvia. 40 minutos depois já estávamos à porta de minha casa.
-Chegá-mos!-Disse ele.

-Obrigada! Agora por favor não me tentes contactar.-Disse eu.

-Já te prometi que não me voltas a ver.-Disse ele. Não consegui não deixar escapar uma lágrima.

-Não me voltas a ver até eu resolver este assunto!-Disse ele completando o que tinha dito antes.-Prometo tentar ser rápido.

-Mas tem cuidado!-Disse eu.

-Tu também!-Disse ele.

-Até um dia!

-Até já!-Disse ele. Ele não aceitava a ideia de ir-mos estar longe um do outro. E mostrava uma convicção enorme que tudo ia correr bem e que ia resolver tudo depressa. Saí do carro e as lágrimas começaram a correr.
                     
Entrei em casa, avisei todos que ia para o meu quarto e que não jantava e pedi para não me incomodarem. Assim que entrei no quarto, a única coisa que consegui fazer foi chorar, chorar até não ter mais forças e adormecer.
                   
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No dia seguinte...
[ENZO PÉREZ]
Adormecer ontem foi muito complicado. E o acordar também, perceber que não tinha sido um sonho e que tudo era real. Tinha de agir. E era já! Levantei-me e liguei à Maria, tinha de falar com ela. Tinha de perceber a razão de tudo isto. Depois de chamar duas vezes ela atendeu.
-Olá!-Disse ela, ao que me pareceu muito feliz.

-Ola. Precisamos de falar. Podes vir a minha casa?-Perguntei eu.

-Claro cariño!-Disse ela.

-Então está aqui às 14 horas.-Disse eu e desliguei logo o telemóvel. Queria poucas conversas com ela mas esta era necessário.

A manhã demorou muito a passar mas serviu para pensar naquilo que lhe ia dizer. Às 14 horas em ponto a campainha tocou. Era ela. Abri a porta e via-a logo com um sorriso enorme. A conversa não ia ser fácil. Percebi logo que ela queria alguma de mim. Esta vontade de eu ser dela de novo, tinha uma razão de ser. E não era amor, só podia ser obsessão.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

7-"Isto entre nós é o que?"

O Enzo conduziu até ao restaurante onde já-nos esperava o Gaitán. Entrá-mos e fomos directos à mesa onde ele estava.
-Olá!-Disse eu. e a minha irmã, eu cumprimentei-o mas a minha irmã não, nem o Gaitán a ela.

-Olá Ana!-Disse o Gaitán.

-Não falas à Catarina?-Perguntou o Enzo.

-Ele tem medo que eu lhe morda.-Disse a minha irmã.

-Olá Catarina!-Disse o Gaitán, levantando-se para ir cumprimentar a minha irmã mas ela sentou-se.

-Era isto que eu falava antes de virmos!-Disse eu baixinho para o Enzo.

-Bem, é melhor fazermos os nossos pedidos que parece-me que alguém está com medo que eu lhe toque ou que lhe dê um beijo sem ser na cara.-Disse o Gaitán. 

-Tenho medo porque até de um beijo na cara te podes arrepender.-Disse a minha irmã.

-Uii já percebi que houve coisa entre vocês ontem.-Disse o Enzo.

-Mas não vão continuar assim o resto do almoço pois não?-Perguntei eu.

-Se ele não me chatear, não.-Disse a minha irmã. 

Fizemos os pedidos e almoçá-mos. A Catarina e o Gaitán passaram o tempo todo a picarem-se. Assim que pagá-mos o almoço saímos do restaurante.
-Já pode-mos ir para casa?-Perguntou a minha irmã.

-Espera só um bocadinho. Deixa-me dizer uma coisa ao Enzo.-Disse eu.

-Eu posso te levar a casa.-Disse o Gaitán.

-Nem penses! Prefiro ir a pé.-Disse a minha irmã.

-Se fosse a ti aceitava. Secalhar eu ainda demoro.-Disse eu.

Eu vou aceitar mas é mesmo só porque quero muito ir embora.-Disse ela.

-Mas que pressa é essa?-Perguntei eu.

-O ar está irrespirável. Até logo!-Disse ela caminhando para o carro do Gaitán.

-Não se matem!-Gritou o Enzo. 

-Então o que é querias falar comigo?-Perguntou-me o Enzo depois deles saírem.

-Estive a pensar na tua mensagem e gostava que os momentos bons se voltassem a repetir.-Disse eu.

-E isso quer dizer o que?

-Quer dizer que quero passar a tarde contigo como ontem.Preciso de mimos.

-Os seus desejos são ordens.-Disse ele 

Fomos até ao carro dele. Ele conduziu mas eu eu não sabia para onde. Passado 30 minutos percebi que estávamos junto ao Tejo. Saímos do carro e fomos até perto do rio.
-Adoro este sítio!-Disse eu.

-Eu também!-Disse o Enzo.

Aproximei-me dos ferros da ponte poisando lá as minhas mãos. O Enzo aproximou-se e fez o mesmo mas sem querer poisou a mão dele em cima da minha. Mas eu pouco me importei, a pele macia dele a tocar na minha era completamente electrizante.
-Desculpa!-Disse o Enzo, tirando a mão de cima da minha e poisando-a mais ao lado.

-Não faz mal.-Poisei a minha mão em cima da dele. O Enzo sorriu. 

-Até tenho de te agradecer.-Disse eu.

-Agradecer? Porque?-Perguntou ele.

-Por estes dias que tenho passado contigo. Contigo consigo desligar de tudo o resto, sinto-me bem ao pé de ti, sinto-me tranquila...-Não consegui falar mais porque o Enzo juntou os lábios dele aos meus para um beijo que se prolongou por alguns segundos e foi acompanhado pela brisa e pelo som do mar. 
                           
-E estes beijos...-Disse eu envergonhada.

-Que achas de irmos até minha casa? Esta-mos mais à vontade e podemos conversar lá.-Disse o Enzo.

-Parece-me bem!-Disse eu. Começa-mos a caminhar, ele colocou a mão dele nas minhas costas e eu nas dele e assim fomos até ao carro enquanto trocava-mos alguns sorrisos.


Assim que chegá-mos fomos logo para a sala. Sentei-me no sofá enquanto o Enzo foi à casa de banho.
-Por onde é que começa-mos a nossa conversa?-Perguntou o Enzo.

-Por aqui?-Dei-lhe um beijo rápido.

-Pois isto é algo que....se continua vou me habituar e vou querer mais.-Disse ele

-Pois...desculpa deve achar que eu sou doida...beijar-te assim do nada.-Disse eu.Eu Doida? só se for mesmo pelos beijos dele.

-Isto entre nós é o que?-Perguntou ele.

-Isso pouco me importa.É aquilo que tiver de acontecer.-Disse eu.

-Pouco importa? Como assim?-Perguntou o Enzo.

-Eu gosto de ti mas não quero dar nenhum rótulo à nossa relação. Além disso isto é tudo recente e ainda me faz um bocado de confusão.-Disse eu.

-Confusão porque?-Perguntou ele.

-Porque há muito que eu gosto de ti apesar de antes não te conhecer. Agora em pouco tempo conheci-te e a nossa relação está a avançar assim desta maneira.-Disse eu.

-Sim, isso dos rótulos pouco me importa.Eu gosto de ti e é contigo que eu quero estar.-Disse ele.

-Mas vamos com calma pode ser?-Perguntei eu.

-Sim!-Disse ele. De seguida deu-me um beijo.


Estivemos mais um bocado à conversa e a namorar mas não passá-mos de beijos e alguns mimos. Ainda lanchá-mos juntos em casa dele.Eram 17 horas quando me despedi do Enzo e saí de casa dele.
Assim que saí de casa dele fui abordada por um rapaz que me assustou pela forma como se atravessou à minha frente, parecia que já estava à minha espera.
-Sim? Precisas de alguma coisa?-Perguntei-lhe eu.

-Eu não mas parece que tu precisas de algo para abrir a pestana.-Disse ele.Em poucos segundos eu já estava  encostada à parede com as mãos dele no meu pescoço.

-Larga-me!Estás a aleijar-me.-Disse eu.

-É mesmo esse o objectivo. Tenho um recado da (....) para ti: Deixa aquilo que não te pertence. À próxima pode ser pior.-Disse ele, empurrando-me e desaparecendo dali.

[ENZO]
Tinha adorado estar com a Ana mas ele teve de ir embora. Ia para ir preparar o meu jantar quando oiço alguém a gritar na rua.
-Alguém me ajuda??-Perguntaram.

-Enzzooo-Ouvi chamarem por mim e baterem na minha porta muito devagar. Mas aquela voz....era a da Ana.

Fui logo a correr para a porta, espreitei e como não vi ninguém abri a porta.
-Aqui!-Olhei para o chão e lá estava ela sentada no chão.

-Ajuda-me a levantar.-Assim o fiz e levei-a para dentro.

-O que é que aconteceu?-Perguntei eu.

-Ao que me parece isto foi um aviso para não me aproximar de ti de uma rapariga chamada...-Disse eu. O Enzo fez logo um cara de espantado e de assustado, o que me fez ficar mais assustada.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

6-"Os momentos maus devem ser esquecidos e os momentos bons repetidos"

Quando chegá-mos à casa do Enzo, ele levou-me até à sala para poder-mos conversar.
-Tens a certeza que me queres contar?-Perguntou ele.

-Sim.-Disse eu.

-Quando quiseres podes começar.-Disse ele.

-Primeiro queria-te te dizer só que estou contente por me teres protegido mas, por outro lado, não gostei da tua atitude, de partires logo para a agressão.-Disse eu.

-Eu sei que não o devia ter feito mas eu percebi que era o que ele precisava para ver se deixava de bater às raparigas. Mas desculpa a minha atitude.-Disse ele.

-Sim ele estava mesmo a pedi-las. Agora vem a outra parte.-Disse eu respirando fundo.

-Tudo aconteceu à mais de 1 ano....-Fiz uma pausa.-Eu e ele namorávamos à 5 meses quando o primeiro estalo aconteceu-O Enzo estava bastante atento.-Eu não esperava aquilo vindo dele e, por isso, não reagi e pouco discutimos sobre isso. Passado mais ou menos 1 mês isso voltou-se a repetir, dessa vez eu tentei reagir mas foi pior porque ele ainda me bateu mais. Dessa vez ele pediu-me desculpa pelo que aconteceu e como eu gostava tanto dele perdoei. O pior aconteceu passado 2 meses...-As lágrimas começaram a correr-me pela cara assim que comecei a lembrar-me de tudo. O Enzo segurou na minha mão fazendo-lhe uma festa com o polegar e limpando-me as lágrimas que teimavam cair.-Passado 2 meses tivemos uma grande discussão em minha casa e ele bateu-me até eu não me conseguir quase mexer, depois saiu de casa e deixou-me lá naquele estado. Só quando a minha irmã chegou a casa é que me levou ao hospital, tinha desde hematomas a costelas partidas. Depois afastei-me dele e acabá-mos, eu mudei de escola, mudei de número de telemóvel, ele continuou a seguir-me até ao dia em que o deixou de fazer talvez porque arranjou outra vítima. Hoje tudo podia ter voltado a acontecer se não estivesses lá, eu tinha prometido a mim mesma que se voltasse a acontecer iria reagir e nunca deixaria que isto voltasse a acontecer mas hoje isso não aconteceu, eu sou e sempre serei fraca.


Assim que acabei de falar as lágrimas tinham voltado a cair, o Enzo olhava para mim mas nada dizia e mais uma vez limpou-me as lágrimas. Chegou-se mais perto de mim e deu-me um abraço, abraço esse que valeu mais que mil palavras. Mas depois de algum tempo assim abraçados, ele acabou por falar, continuando abraçado a mim e falando-me ao ouvido.
-Não mereces-te nada do que te aconteceu. A única coisa que te posso dizer neste momento é que eu não vou deixar que isso volte a acontecer, seja como amigo ou mesmo que a nossa relação avance,vou estar sempre ao teu lado.-Disse ele. Aquelas palavras dele arrepiaram-me por me parecerem tão sinceras.


Ele afastou-se um pouco mas, enquanto me olhava nos olhos, voltou-se a aproximar para juntar os nossos lábios num beijo rápido e carinhoso.
                
Passá-mos resto da tarde naquele sofá a ver um filme, enroscados um no outro e eu ia recebendo alguns beijos ou no meu ombro ou nas minhas mãos, mas sem pensarmos o que se estava a passar entre nós, nem se o que sentíamos era apenas amizade ou algo mais. Sentia-me tão bem ao lado dele, sentia-me protegida, sentia-me como nunca me tinha sentido,sentia-me feliz como há muito não me sentia. O filme acabou e eu voltei a endireitar-me no sofá.
-Estás melhor?-Perguntou o Enzo.

-Sim, muito melhor. Obrigada pelo teu carinho, soube tão bem ter passado aqui a tarde junto a ti.-Disse eu.

-Não tens agradecer. Tudo o que faço é porque gosto de ti e porque te quero ver mais feliz.-Decidi não perguntar o significado daquele gostar porque só queria passar o dia sem preocupações e sem pensar em muita coisa. A seu tempo isso acabaria por ser esclarecido. 

-Bem, agora é melhor ir. Senão a minha mãe daqui a nada começa a ligar-me.-Disse eu.

-Ok. Eu levo-te a casa.-Disse ele.


Ele levou-me a casa. Ainda vi a minha irmã a entrar para o carro do Gaitán para irem jantar fora.
-Então quando é que te vejo agora?-Perguntou o Enzo, depois de estacionar e de sair-mos do carro.

-Amanhã tenho só tenho aulas de manhã e na sexta não tenho aulas.-Disse eu.

-Então até amanhã!-Disse ele.

-Até amanhã! Seja o que for que isso signifique.-Disse eu. Dei-lhe um beijo na cara e um abraço.

Assim que entrei em casa, a minha mãe e o meu pai já estavam à minha espera para jantar. Larguei as minhas coisas e fui jantar. Assim que acabei de jantar fui para o meu quarto e entreti-me a fazer alguns trabalhos mas por volta da 00:00 quando me preparava para deitar recebo uma mensagem.


Os momentos maus devem ser esquecidos e os momentos bons repetidos. 
ENZO

Deitei-me na minha cama a ler a mensagem e pensar na tarde que tinha tido com ele hoje. Nunca me tinha sentido tão bem ao lado de alguém e o toque, o beijo e o olhar dele são mágicos. Estava a pensar em tudo isto, quando entra a minha irmã pelo meu quarto a dentro.
-Booaaa Noite mana!!!-Disse ela, fechando a porta.

-Boa Noite! Vens muito bem disposta!-Disse eu.

-E tu também estás aí com um sorriso enorme agarrada ao telemóvel.-Disse ela.

-Vê.-Disse eu, dando-lhe o meu telemóvel. 

-Ui. Que momentos bons são estes?-Perguntou ela.

-Não sei. Mas para mim é a tarde de hoje, passei a tarde a ver um filme com ele e a ser mimada.-Disse eu.

-Houve avanços?-Perguntou ela.

-Só um beijo.-Disse eu, a sorrir.

-Agora conta-me lá essa noite com o Gaitán!-Disse eu.

-Então fomos jantar...depois fomos até casa dele e depois eu e ele acabámos por nos envolver e não queres que eu conte pormenores pois não?-Disse ela a rir-se.

-Não, dispenso. -Disse eu.

-E escusa de perguntar, foi só uma coisa de uma noite, sem importância.-Disse ela.

-Para ti ou para ele?-Perguntei eu.

-Para os dois.-Respondeu ela.

-Estou para ver isso.-Disse eu.

A minha irmã foi para o quarto dela e eu deitei-me para tentar adormecer. Tentar, sim porque cada vez que fechava os olhos vinha-me à cabeça o beijo. Passado algumas horas consegui adormecer.



No dia seguinte....
Acordei às 9h, vesti-me e fui para as aulas. Só tinha apenas uma aula e saí ao 13h. Vinha  a sair da faculdade quando um carro buzina, olho  para o lado e vejo o carro do Enzo. Fui ter com ele, enquanto que a minha irmã ficou à minha espera.
-Por aqui?-Perguntei eu.

-Sim. Vim buscar-vos para ir-mos almoçar.-Disse ele.

-A mim e à minha irmã?-Perguntei eu.

-Sim. Mas o Gaitán também vai.-Disse ele.

-Ok eu vou chamá-la. Vamos lá ver como é que corre, ainda fogem quando se virem.-Disse eu.

-Porque?-Perguntou ele.

-Efeitos de ontem à noite.-Disse eu.


-Anda. Vamos almoçar fora mais o Gaitán.-Disse eu, assim que cheguei ao pé da minha irmã.

-Ai eu não vou.-Disse ela.

-Porque? Não dizes que não teve importância o que aconteceu? Então não há problema em estarem no mesmo espaço.

-Ok! Vamos.-Disse ela, ainda com um ar de pouca vontade.


Entrámos dentro do carro do Enzo e fomos até ao restaurante onde já estava o Gaitán à nossa espera.

domingo, 2 de junho de 2013

5-"Larga-a já!"

No outro dia...
Acordei às 8:00 h e às 8:30 h já estava o Enzo à minha espera lá fora. Peguei num iogurte e saí de casa.
-Bommm Diiiaa!!-Disse o Enzo, com um grande sorriso.

-Bom Dia!-Disse eu.

-Acordas sempre assim com essa energia toda e tão bem disposto?-Perguntei eu.

-Quase sempre!Vamos? -Disse ele

-Sim!-Disse eu.

Entrei no carro e sentei-me no lugar do pendura. O Enzo conduziu até ao Seixal local de treinos. Assim que lá chegámos, por volta das 9:15, ele levou-me até às bancada e depois foi para os balneários equipar-se. Passado 15 minutos os jogadores começaram a entrar campo para começar o treino. O Enzo olhou para mim, piscou-me o olho e começou a correr.O treino durou 1 hora e meia.
Assim que acabou o treino ele veio ter comigo.
-Gostas-te?-Perguntou ele.

-Sim!!

-Que tal estive?-Perguntou o Enzo.

-Isso nem se pergunta. Tu jogas sempre bem!-Disse eu.

-Assim fico convencido. Eu vou mudar de roupa e já volto.-Disse ele

-Ok. Eu espero na entrada.-Disse eu.

Ele foi para dentro e eu fui até à entrada onde fiquei à espera dele. Enquanto esperei foram passando alguns jogadores, o Gaitán foi um deles.
-Tu não és a rapariga que o Enzo queria conhecer, a irmã da outra rapariga que estava na garagem a falar com o Enzo?-Perguntou o Gaitán.

-Sim sou eu.-Disse eu

-A tua irmã não veio contigo?-Perguntou ele.

-Não ela tinha aulas.-Disse eu.

-Ela vai fazer alguma coisa hoje à noite?-Perguntou ele.

-Que eu saiba não.-Disse eu.Ele tirou um papel do bolso.

-Tens uma caneta?-Perguntou ele.

-Tenho.-Disse eu. Tirei da mala e dei-lhe.

-Podes me escrever aqui a tua morada?-Perguntou ele.

-Para que?-Perguntei eu.

-Para levar a tua irmã a jantar fora.-Disse ele. Eu escrevi a morada no papel e dei-lhe.

-Aí tens!-Disse eu, devolvendo-lhe o papel.

-Diz-lhe que passo em vossa casa às 20:00.-Disse ele. Nesse momento chegou o Enzo.

-O que é que se passa?-Perguntou o Enzo.

-Parece que passas-te a ser o engatatão Nº2, o Nº1 está à tua frente. Vai levar a minha irmã a jantar fora.-Disse eu

-Eu não sou engatatão, eu luto pelas pessoas de quem realmente gosto.-Disse o Enzo. Com a resposta dele só consegui ficar a olhar para ele, sem conseguir dar qualquer resposta.

-E agora já podemos ir almoçar?-Perguntou o Enzo.

-Sim Vamos!-Disse eu.

Despedimo-nos do Gaitán e fomos para o carro. O Enzo conduziu até ao restaurante onde íamos almoçar. Quando lá chegamos ele estacionou e entrá-mos.Como havia poucas pessoas no restaurante podemos escolher a nossa mesa à vontade.
Fizemos os nossos pedidos e enquanto esperávamos pela comida aproveitá-mos para conversar e para aproveitar a vista que tinham-mos para o mar.
Assim que veio os nossos pedidos almoçá-mos enquanto que nos divertíamos a contar episódios caricatos que nos tinham acontecido. Íamos pedir a sobremesa quando chega um rapaz ao pé da nossa mesa.
-Tu?-Perguntei eu, assustada só de o ver.

-Sim eu. Foi por este gajo que me trocas-te?-Perguntou ele.

-Eu nem te vou responder. Se quiseres fica ai a falar sozinho.-Disse eu levantando-me para ir à casa de banho mas ele agarrou-me pelo braço e puxou-me bruscamente.

-Não vais a lado nenhum. Eu estou a falar contigo.-Disse ele. Nesse momento o Enzo levou-se e veio direito a ele.

-Larga-a já!-Disse o Enzo. Mas ele ainda se começou a rir e o Enzo empurrou-o para que ele me largasse.

-Trocas-te me por este gajo só para teres fama não foi?-Perguntou ele. Eu não tive tempo de responder porque o Enzo foi direito a ele e encostou-o à parede.

-Não não foi! Ma ao menos já não tenho fama de quem leva do namorado.-Disse eu.

-Eu não te admito que insinues coisas sobre ela.e muito menos que lhe toques.-Disse o Enzo para ele.

-Desaparece daqui senão....

-Senão o que?-Perguntou o o rapaz.Eu estava com tanto medo da reacção do Enzo e aquilo que eu não queria que acontecesse, embora ele merecesse, acabou por acontecer. O Enzo deu-lhe um murro que ele caiu para o chão mas levantou-se logo.
Ele levantou-se e saiu a correr para fora do restaurante. Naquele momento deu-me vontade de rir porque ele marecia aquilo à muito tempo, de alguém que lhe fizesse frente, alguém mais forte que eu, sim porque eu sempre fui fraca e nunca fui capaz de reagir. Por outro lado, eu não estava contente com a atitude do Enzo porque eu detesto violência, embora perceba que tenha sido para me proteger.
-Estás bem?-Perguntou o Enzo.

-Mais ou menos.E a tua mão?-Disse eu.

-Isto passa.-Disse ele

-Podemos ir embora?-Perguntei eu.

-Sim. Vou pagar a conta.-Disse ele

-Ok. Eu espero por ti lá fora.-Disse eu.


O Enzo foi pagar a conta e eu fui lá para fora, precisava de apanha ar. Sem o estupor à vista, saí e sentei-me nas escadas do restaurante. Este momento fez-me recordar tudo por aquilo que aquele estupor me fez passar e pelo vistos ele continuava igual. Enquanto o Enzo não vinha aqueles momentos péssimos pelos quais eu passei iam-me passando pela cabeça como se fossem flashes e as lágrimas começaram-me correr pela cara quando o Enzo sai do restaurante.
-Vamos?-Perguntou o Enzo.

-Sim.-Disse eu limpando as lágrimas.

-Estavas a chorar?-Perguntou ele.

-Não.-Disse eu.

-Já percebi que este rapaz tem a ver com aquilo do teu passado que te fez afastar de mim no início.-Disse ele.

-Sim, é isso.-Disse eu.

-Depois disto, está na altura de te contar tudo.-Disse eu.

-Se não te sentires preparada não contes.-Disse ele.

-Eu conto. Mas vamos sair de aqui.-Disse eu.

-Para onde é que queres ir?-Perguntou ele

-Primeiro vamos passar em minha casa, tenho de dar o recado do Gaitán à minha irmã.-Disse eu.

-Ok, vamos.-Disse ele.


Fomos até ao carro e o Enzo conduziu até minha casa. Assim que lá cheguei fui directa ao quarto da minha irmã.O Enzo quis ficar no carro à espera.
-Olá Mana!-Disse ela.

-Olá.-Disse eu.

-Aconteceu alguma coisa?-Perguntei ela.

-Sim. O Fred apareceu no restaurante e ameaçou-me, depois o Enzo deu-lhe um murro e agora ele está lá em baixo à minha espera. Vamos para algum lado, vou-lhe contar tudo o que aconteceu no passado. Ele precisa de saber tudo.-Disse eu

-E tu estás bem?-Perguntou ela.

-Não. Mas vou ficar.-Disse eu.

-E vieste aqui fazer o que?-Perguntou ela.

-Vim dar-te um recado. No treino falei com o Gaitán, ele pediu-me a nossa morada e vem-te buscar as 20:00 para te levar a jantar fora.-Disse eu. 

-Eu vou jantar com o Gaitán?-Perguntou ela.

-Parece que sim. Aproveita bem. Tenho de ir.-Disse eu dando-lhe um beijo na testa.

-Ai vou aproveitar sim. Vai. E boa sorte para a conversa.-Disse ela dando-me um abraço.

Voltei para o carro onde estava o Enzo à minha espera.
-A minha irmã ficou toda contente!-Disse eu.

-Ainda bem. Queres ir para minha casa para falar-mos?-Perguntou ele.

-Sim, pode ser.-Disse eu.

Ele ligou o carro e conduziu até casa dele que era do outro lado da margem, não muito longe do centro de treinos do Benfica. Durante o caminho fomos em silêncio, eu fui a pensar como é que lhe ia contar tudo e a ganhar forças para recordar tudo e ele ia com cara séria e pelas caretas que ia fazendo e pelo estado da mão dele que estava a começar a inchar, percebi que estava com dores. Assim que lá chegá-mos ele arrumou o carro na garagem e entrá-mos em casa. Ele disse para me sentar no sofá e comecei a contar-lhe tudo.





quarta-feira, 29 de maio de 2013

4- "Tens esse ar de anjinho mas ao mesmo tempo de atrevido"

-Isso quer dizer que vou ter os meus 2 minutos de antena que te pedi?-Perguntou o Enzo.

-Não sei.-Disse eu.

-Mas porque?-Disse ele aproximando-se de mim.-Eu não te vou morder, só te quero conhecer melhor.-Disse ele.

-Mas qual é o teu interesse numa pessoa como eu?-Perguntei eu.

-Numa pessoa como tu, como assim?-Perguntou ele.

-Sim por exemplo tu és giro, pareces ser simpático, o teu sorriso, o teu olhar,tens esse ar de anjinho mas ao mesmo tempo de atrevido,  entre outras coisas e, isso, tornam-te num pessoa interessante, por isso,é que eu gosto tanto de ti.Já em mim não há nada de interessante.- Disse eu contando pelos dedos as qualidades dele, sem nunca olhar para ele mas aquilo saiu-me da boca, nem pensei no que estava a dizer e a quem, só lhe queria explicar aquilo que eu tinha dito e parece que fui sincera demais.

-É lá com essa descrição pode-se dizer que sou todo bom.-Disse ele a rir.

-Convencido.-Disse eu a rir.

-Está a ser assim tão difícil falar comigo?-Perguntou ele.

-Não.-Disse eu.

-Mas continuando, nem sei como é que podes dizer que não há nada de interessante em ti. O teu sorriso, o teu olhar que me fascinou desde o primeiro dia...-Conforme ele ia falando, eu comecei a ficar envergonhada-E desde o primeiro dia que percebi que és uma pessoa muito especial...sei que já aconteceu algo que fez com que te afastasses de mim e não me quisesses conhecer.

-Obrigada por tanto elogio. Mas tu já sabes dessa parte?-Perguntei eu.

-Sim eu perguntei à tua irmã e  ela disse-me que sim mas não te preocupes que não me contou o que aconteceu.-Disse ele.

-Ao menos isso.-Disse eu.

-Se me quiseres contar sabes que eu estou aqui para ouvir.-Disse ele.

-É bom saber isso. Mas ainda não me sinto preparada para contar. Talvez depois te conte, pode ser que até me faça bem, apesar de me ter que me lembrar de tudo de novo.-Disse eu.

-Já percebi que foi algo bastante mau.-Disse ele.

-Sim.-Disse eu baixando a cabeça.

-Agora conta-me lá aquela parte em que disseste há bocado que eu tinha ar de anjinho mas ao mesmo tempo de atrevido.-Disse ele, levantando-me a cabeça e sorrindo.

-Tu agora estás a ser querido comigo mas não deve ser sempre assim também deves ser daqueles que te fazes às raparigas todas.-Disse eu.

-Já fui muito assim mas estou a mudar. Tenho de assentar.-Disse ele.

-É bom saber isso.-Disse eu a sorrir.

-Ai é? Porque?-Perguntou ele, a sorrir.

-São informações que podem vir a ser importantes.-Disse eu.

-É bom saber isso.-Disse ele.

-Vês como não custou nada falar comigo.-Disse ele.

-Pois não. Gostei muito de falar contigo.-Disse eu.

-Eu também gostei de finalmente poder conversar contigo.Mas está na hora de ir andando.-Disse ele.

-Vamos lá ver se a minha irmã não se esqueceu de nós.-Disse  eu indo na direcção da porta. Bati na porta e chamei pela minha irmã mas nada. Esperá-mos mais uns minutos.

-Olha não eras tu que querias sair pela janela há bocado?-Perguntei eu.

-Que engraçada.-Disse ele a rir.

-Vou bater na porta outra vez,mas ela não deve estar em casa.-Disse eu. Voltei a bater à porta. Passado 2 minutos ouvi a porta a ser destrancada.

-Aleluia Catarina!!-Disse eu.Levantei-me e quando olhei para a porta, vejo a minha mãe.

-Mãee?-Perguntei eu.

-Sim. O que é que fazes aqui trancada? Com um rapaz...-Disse a minha mãe a olhar para o Enzo.

-Foi a Catarina que me trancou aqui para falar com ele mas não aconteceu nada, estávamos só a conversar.-Disse eu.

-É bom que sim. Eu confio em ti.-Disse a minha mãe, saindo do meu quarto.

-Eu juro que mato a minha irmã.-Disse eu.

-Nós também só estávamos a conversar.-Disse ele.

-Sim mas se estivesse-mos a fazer mais alguma coisa e tivesse sido o meu pai a abrir aquela porta, aí é que já tinhas voado pela janela.-Disse eu, enquanto íamos até à porta.

-Desde que aquilo que tivesse acontecido no quarto compensasse o voo pela janela.-Disse ele a rir.

-Enzo??-Disse eu, parando para olhar para ele.

-Foi só para te picar. Estavas a dizer que eu estava só a ser querido, assim já conheces-te o meu outro lado.-Disse ele.

-Afinal eu sempre tinha razão.-Disse eu.

-Talvez. Mas vais dizer que não gosta que eu seja assim?-Perguntou ele.

-És pouco convencido és.-Disse eu.Claro que gostava mas não eu não quis dizer.

-Tu amanhã tens aulas?-Perguntou ele.

-Tenho só há tarde.-Disse eu.

-Então o que achas de amanhã ires assistir ao meu treino e depois almoçava-mos juntos?-Perguntou o Enzo.

-Parece-me bem.-Disse eu.

-Então vemos-nos amanhã.-Disse ele. Nesse momento entra a minha irmã em casa.

-Olá aos dois! Como é que vocês já saíram do quarto?-Perguntou ela.

-Eu já te digo como é que saí de lá. Vai para teu quarto que eu já lá vou ter.-Disse eu e ela saiu.

-Não te chateies com a tua irmã.Ate amanhã.-Disse o Enzo.

-Não. É só na brincadeira.-Disse eu, despedindo-me dele com dois beijinhos.

Fechei a porta e fui ter com a minha irmã ao quarto dela.
-Agora nós.-Disse eu a rir.

-Diz lá. Estás tão contente que não vais conseguir mandar vir muito comigo.-Disse a minha irmã.

-Vou sim. Achas bem teres te ido embora e deixares-nos ali trancados?-Perguntei eu

-Tive de sair e distrai-me com as horas mas conta lá como é que correu.-Disse ela.

-Correu bem. Estive-mos a conversar, ele foi tão querido comigo e sabe dizer as palavras certas na hora certa. Mas também é um atrevido.-Disse eu.

-Estas coisas que me estás a dizer a mim sobre ele também lhe devias dizer a ele.-Disse  ela.

-E eu disse. Saiu-me.-Disse eu.

-Ui gostava de ter sido mosca para ver isso. E como é que saíram de lá afinal? -Disse ela. 

-Foi a mãe que me abrir a porta. Ainda bem que ela não se passou.-Disse eu.

-Pois era pior se fosse o pai.-Disse ela.

-Sim. Obrigada mana por teres feito isto!-Disse eu.

-Agora já agradeces! Mas para te ver com esse sorriso parvo vale a pena.-Disse ela.

-É o meu sorriso!-Disse eu.

-É É. Agora têm de se encontrar mais vezes.-Disse ela.

-Amanhã vou assistir ao treino dele.-Disse eu

-Boa! Eu é que não me importava de ir para ver o Gaitán. Mas tenho aulas de manhã.-Disse eu.

-Pois é pena.-Disse eu

A nossa mãe chamou-nos para jantar. Depois de jantar fiz um trabalho da faculdade que tinha para fazer e depois fui para o facebook contar as novidades à minha melhor amiga.

Às 23:00 horas deitei-me porque amanhã às 8h e 30 o Enzo vinha-me buscar para ir assistir ao treino dele. Ainda demorei algum tempo a adormecer porque não me saia da cabeça a minha conversa com o Enzo.

No outro dia...
Acordei às 8:00 h e às 8:30 h já estava o Enzo à minha espera lá fora. Peguei num iogurte e saí de casa.

...